Groenlândia reage à investida de Trump e diz que não será vendida a ninguém. O país busca reforço da Otan para garantir sua defesa
Moradores da Groenlândia fazem protesto contra os EUA, em 15 de março de 2025. Christian Klindt Soelbeck/Ritzau Scanpix/via REUTERS
O governo da Groenlândia declarou nesta segunda-feira (12) que não aceitará “sob nenhuma circunstância” a possibilidade de apropriação do território pela Estados Unidos, e intensificará seus esforços para garantir sua defesa por meio da Otan. A declaração veio em resposta à insistência do presidente norte-americano, Donald Trump, em adquirir a ilha, que pertence à Dinamarca.
“Os Estados Unidos reiteraram o seu desejo de tomar posse da Groenlândia. O Governo de Coalizão da Groenlândia não pode aceitá-lo sob nenhuma circunstância”, afirmou o governo groenlandês em comunicado oficial. A reação ocorre após uma série de declarações de Trump, que chegou a sugerir que os EUA poderiam se apoderar do território “de uma forma ou de outra”, alegando a necessidade de um “título de propriedade”.
Em apoio à Groenlândia e à Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Reino Unido emitiram uma declaração conjunta na semana passada. Paralelamente, um grupo de países europeus está discutindo planos para reforçar a presença militar na ilha, em resposta às ameaças de anexação feitas por Trump, conforme reportado pela agência Bloomberg. O governo da Groenlândia confirmou os esforços da Otan para assegurar o status da ilha.
“Diante da postura muito positiva adotada por seis países membros da Otan em relação à Groenlândia, o Naalakkersuisut (governo da ilha) intensificará seus esforços para garantir que a defesa da Groenlândia seja integrada no âmbito da Otan”, completou o comunicado. O governo do primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen enfatizou que o país pretende “permanecer sempre como parte da aliança de defesa ocidental”.
Líderes da Otan buscam uma alternativa à Casa Branca para evitar um conflito armado, equilibrando a ameaça com a aliança histórica com os EUA. O secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte, informou que está em discussões com os aliados para aumentar a segurança na região do Ártico. Trump, por sua vez, reiterou que os Estados Unidos se apoderariam do território “de uma forma ou de outra”, e zombou da capacidade defensiva da Groenlândia, chegando a mencionar a possibilidade de escolher entre a integridade da Otan e o controle do território dinamarquês.
O presidente norte-americano também ameaçou a Groenlândia para forçar um acordo.
Com informações do G1










