Europa se une em apoio à Groenlândia após ameaças de tarifas de Trump, que cogita anexar o território dinamarquês
A Groenlândia expressou sua gratidão às nações europeias pelo apoio contínuo, em meio às tarifas punitivas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que manifestou interesse em anexar o território governado pela Dinamarca.
França, Alemanha, Reino Unido e outros países europeus enviaram pequenos contingentes militares à Groenlândia a pedido da Dinamarca. Em resposta, Trump ameaçou impor tarifas comerciais a oito aliados europeus, a menos que os EUA sejam autorizados a adquirir a ilha.
Líderes europeus alertaram sobre uma “perigosa espiral descendente” devido à ameaça de tarifas, prometendo manter o apoio à Groenlândia e à soberania da Dinamarca. Embaixadores dos 27 países da União Europeia se reunirão para discutir uma resposta coordenada à ameaça.
“Vivemos tempos extraordinários que exigem não apenas decência, mas também muita coragem”, declarou a ministra da Groenlândia, Naaja Nathanielsen, responsável pelos setores de negócios, energia e minerais. Trump defende que a Groenlândia é vital para a segurança dos EUA devido à sua localização estratégica e depósitos minerais, e não descartou o uso da força para conquistá-la, o que gerou preocupação na Europa com a possibilidade de um confronto entre países da OTAN.
Christian Keldsen, presidente da Associação Empresarial da Groenlândia, acredita que as empresas locais não serão significativamente afetadas pelas tarifas americanas. “O objetivo, portanto, não parece ser a Groenlândia, mas sim pressionar nossos aliados europeus da OTAN”, afirmou Keldsen no LinkedIn, agradecendo aos governos pelo apoio. Manifestantes na Dinamarca e na Groenlândia protestaram contra as ações de Trump e pediram que a ilha determine seu próprio futuro.
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca anunciou que visitará Oslo, Londres e Estocolmo para discutir o fortalecimento da coordenação, presença e dissuasão da OTAN no Ártico. “O que nossos países têm em comum é que todos concordamos que o papel da OTAN no Ártico deve ser fortalecido, e estou ansioso para discutir como isso será feito”, disse Lars Lökke Rasmussen.
Países nórdicos também se manifestaram. O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, afirmou: “Não nos deixaremos chantagear”. O presidente finlandês, Alexander Stubb, alertou que tarifas prejudicariam a relação transatlântica e poderiam levar a uma “espiral descendente perigosa”, defendendo o diálogo. O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Stoere, reiterou que a Groenlândia faz parte do Reino da Dinamarca e que há um consenso na OTAN para fortalecer a segurança no Ártico.
Com informações do G1










