O surto de gripe aviária se intensificou na Europa e na América do Norte, afetando aves silvestres e de criação. O aumento nos casos preocupa autoridades sanitárias e produtores, com impactos no abastecimento de alimentos e elevação de preços.
Aumento de casos
Nos Estados Unidos, o número de focos relatados até 18 de novembro já é quatro vezes maior do que o total registrado em 2023. Em Minnesota, principal estado produtor de perus, o primeiro caso foi confirmado com dois meses de antecedência em relação a 2022. Até o momento, cerca de 8 milhões de aves foram abatidas desde setembro, um ligeiro aumento em comparação ao ano anterior.
O Canadá também enfrenta um cenário preocupante, com o abate de quase 8 milhões de aves. O Ministro da Agricultura canadense, Heath MacDonald, destacou que as aves selvagens parecem estar disseminando a doença de forma mais intensa.
Situação na Europa
A Europa também registra um aumento significativo nos casos, com a Alemanha enfrentando o maior número de surtos em três anos. Entre setembro e meados de novembro, 1.443 casos foram detectados em aves selvagens em 26 países europeus – um aumento de quatro vezes em comparação com o mesmo período de 2014 e o maior número desde 2016, de acordo com a Agência Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA).
Especialistas apontam que a contaminação está ocorrendo mais cedo entre as aves selvagens e se espalhando para as aves de criação. O grous-comum, ave migratória precoce, é considerado um dos principais fatores para o surto.
A França colocou seu setor avícola em alerta máximo em outubro, antes do que o usual. A situação na Ásia é mais estável, com exceção do Camboja, que registrou surtos graves, e do Japão, que relatou seu primeiro caso em 22 de outubro.
A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) avalia que o aumento no número de casos não justifica um alarme de saúde pública imediato, mas ressalta a importância de monitorar a evolução do vírus.
“Não deve haver motivo para alarme de saúde pública. Um aumento no número de casos pode ter diferentes explicações. O que precisamos observar é o próprio vírus”, disse Gregorio Torres, chefe do departamento científico da OMSA.










