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26 de janeiro de 2026

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Gregory Bovino, comandante da polícia de fronteira, é símbolo da repressão a imigrantes em Minneapolis

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Comandante do ICE em Minneapolis é acusado de truculência e impunidade após mortes de cidadãos americanos em operações

Gregory Bovino, o comandante da polícia de fronteira dos Estados Unidos em Minneapolis, tornou-se o rosto da repressão a imigrantes na cidade, onde dois cidadãos americanos já morreram em ações de agentes federais. Aos 55 anos, Bovino cultiva uma imagem de autoridade e exibe armas de grosso calibre em fotos e vídeos.

Sua aparência, com um longo sobretudo verde oliva e botões de latão, chamou a atenção da mídia alemã, que o associou ao uniforme de oficiais do regime nazista. Bovino foi nomeado para o cargo pelo presidente Donald Trump, insatisfeito com a lentidão na implementação da política de deportação em massa. Desde então, ele lidera operações em Minneapolis, onde seus agentes frequentemente atuam mascarados, com táticas que lembram paramilitares.

Recentemente, agentes federais dos EUA mataram a tiros Alex Pretti, um enfermeiro de 37 anos, duas semanas após a morte de Renee Good. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, o qualificou imediatamente como “terrorista doméstico”, sem apresentar provas. Bovino corroborou essa tese, afirmando: “O suspeito se colocou nessa situação, em que um indivíduo queria causar o máximo de danos e massacrar os agentes da lei.” Pretti, na verdade, filmava a ação do ICE com seu celular e tentava proteger uma mulher atingida por spray de gás, portando uma arma que foi encontrada em seu bolso após ser imobilizado.

Após a repercussão negativa do caso, o chefe da patrulha de fronteira parabenizou seus subordinados, alegando que Pretti “estava ali por algum motivo” e foi impedido de realizar um ato mais grave. Ao adotar uma retórica belicosa, Bovino incentiva a atuação violenta de seus agentes, com o envio de 3 mil deles para Minnesota. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, alertou: “Se você acha que os rótulos de fascismo e autoritarismo são exageros, assista a este vídeo”, referindo-se a uma imagem que retrata Bovino como um oficial nazista.

Ironicamente, o direito ao porte de armas, garantido pela Segunda Emenda da Constituição, foi usado por Bovino para justificar a imobilização e o assassinato de Pretti, um cidadão americano. Essa narrativa gerou indignação em grupos defensores do direito ao porte de armas, que criticaram a ação federal. Bovino busca se apresentar como um herói para a base eleitoral de Trump, mas a imagem da detenção de uma criança de 5 anos em Minnesota questiona essa postura, apesar de suas alegações de que seus agentes são preparados para lidar com filhos de imigrantes.

A popularidade de Trump está em declínio, com 58% dos entrevistados em uma pesquisa da CNN considerando o primeiro ano de seu mandato um fracasso. A versão alternativa dos fatos sobre a morte do enfermeiro, divulgada por autoridades como Bovino, sugere impunidade e está gerando críticas ao governo.

Com informações do G1

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