
Após o Ministério da Saúde suspender a vacinação contra a Covid-19 em gestante e puérperas, a prefeitura de Porto Velho decidiu por dar continuidade à imunização do grupo, com o argumento que a vacina utilizada seria a da Pfizer e não a da AstraZeneca, que causou a morte de uma gestante de 35. Na bula do imunizante há a orientação para que as grávidas recebam a vacina somente sob orientação médica, já que não foi testado nesse grupo.
Para algumas mamães, mais vale agora tomar todos os cuidados de prevenção contra a covid-19, neste momento, do que tomar o imunizante. Sirliane Silva Gonçalves, 25 anos, auxiliar de cobrança, natural de Porto Velho, está gravida de cinco meses e por raramente precisar sair de casa, prefere deixar a imunização para depois. “Eu fiquei com medo, né, pode dar uma reação muito perigosa não só pra mim, mas para o bebê, também. Por enquanto eu estou em home office e minha família tem tomado todo o cuidado. Então eu vou esperar, não tenho necessidade agora”, analisa.
Raciocínio

A autônoma Eliene Caldeira Oliveira, 42, natural de Porto Velho, segue a mesma linha de raciocínio. Ela tem medo de ter alguma complicação durante o parto, visto que o momento altera a pressão sanguínea, mas a ideia da vacina causar alguma reação no bebê causa ainda mais insegurança. “A médica chegou a me oferecer guia pra ir lá tomar, mas eu falei pra ela que prefiro tomar depois. E eu não estou morando nem com o meu marido, ele trabalha com o público, então eu tenho ficado com a minha mãe, que já tomou as duas doses da vacina e a com a minha irmã, que está também em home office” explica.
Coronavac

Outras mamães preferem aguardar o imunizante da CoronaVac chegar, assim como Adalene Facundes de Souza, 34, dona de casa, natural de Barra do Corda (MA). Para ela, a vacina é a mais segura até agora. “Eu pretendo tomar, só a CoronaVac. Eu vou esperar, até porque o tempo de espera pra tomar a 2° dose é mais curto”, argumenta Adalene.
Anticorpos

De acordo com pesquisas recentes, os anticorpos em pessoas que contraíram a Covid-19 pode durar até, no mínimo, oito meses. Seguindo os estudos, a atendente de farmácia, Taiane Ferreira, 30, e seu 9° mês de gestação, decidiu por não tomar o imunizante, já que contraiu o vírus há pouco menos de quatro meses. “Graças a Deus tive sintomas leves e, por isso, vou esperar pra tomar ainda. A partir do momento que você contrai uma doença viral, você fica com uma imunidade por um período, certo? Então, antes de tomar a vacina eu vou fazer o exame pra ver se não estou mais com anticorpos e, daí sim, eu tomo a vacina”, explica.
A decisão da Divisão de Imunização da Secretaria Municipal da Saúde substituiu o público das gestantes e puérperas, após a baixa procura pela imunização pelo grupo das comorbidades, que, de acordo com o Plano Nacional de Imunização, estariam na ordem de vacinação. (Por Eduarda Dejan)










