Para ampliar o isolamento social e reduzir a curva de contágio pelo novo coronavírus, alguns decretos foram editados determinando o fechamento de empresas que prestam serviços considerados não essenciais. Em Ariquemes (RO), a gráfica da família Andrade, que existe há mais de 30 anos na cidade, também precisou fechar.
A empresa chefiada pelo pai Pedro José de Andrade e mais cinco filhos viu o faturamento cair e quase todos os funcionários foram dispensados. Com a redução no fluxo do comércio, os principais produtos vendidos na gráfica, como outdoors e adesivos, tiveram queda na procura.
“Como nossas impressões são em outdoor e não está tendo muito movimento de pessoas na rua, os clientes pararam de nos procurar e nossas vendas chegaram a zero”, lembra David José, um dos filhos sócios.
Mas para reverter o problema, David pensou em algo relacionado ao contexto de enfrentamento à pandemia para não ficar com a empresa parada. A ideia foi criar um totem para retirar álcool em gel com uma simples pisada na parte de baixo do equipamento.
“Comecei a perceber que as pessoas tocavam a mão [nos suportes de álcool em gel] ou ficava um funcionário na entrada e tive essa ideia de fazer algo que ninguém tocasse as mãos”, conta.

O mecanismo de acionamento é semelhante ao usado em lixeiras. Com isso, haveria uma redução no risco de contágio para o cliente e aos funcionários.
Janaína Helena é uma das sócias e comemora a aceitação do novo produto. “Quando a gente apresentou, de imediato as pessoas já gostaram da ideia. A gente percebeu que as pessoas preferiam ir nesse totem porque é sugestivo pisar e já sai o álcool”, diz.
Ela revela que mais de 100 estabelecimentos, entre agências bancárias, farmácias, supermercados e órgãos públicos, já adquiriram o equipamento, que custa cerca de R$ 350. Na placa do totem, as empresas colocam propaganda dos produtos ou orientações de prevenção da Covid-19.
Janaína conta que a ideia faz sucesso e até foi copiada por concorrentes, o que levou a empresa a iniciar um processo de patenteamento. A empresária defende que momentos de crises são oportunidades para se reinventar na busca por saída para os problemas.
“Essa solução tem auxiliado muito a gente a ter mais horizontes pra que a gente possa cumprir com nossos compromissos, porque a gente estava meio perdido, desesperado. Agora a gente está acreditando que a crise vem auxilar a gente de alguma forma a procurar novas formas de ganhar a vida. Graças a Deus tivemos essa ideia e estamos muito contentes com o resultado”, conclui. Fonte: G1










