Caso Epstein: Justiça dos EUA admite ter liberado só 1% dos documentos e atrasa divulgação completa
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos admitiu ter divulgado apenas 1% dos arquivos relacionados ao caso Jeffrey Epstein que possui. A revelação ocorreu em um documento judicial apresentado na segunda-feira (5).
Em sua argumentação, a procuradora-geral, Pam Bondi, afirmou que os mais de 2 milhões de documentos ainda estão em análise e que “ainda há muito trabalho a ser feito”. Até o momento, apenas 12.285 documentos foram disponibilizados ao público.
“Resta um trabalho substancial a fazer”, indica a carta, que também informa que mais de 400 advogados do Departamento de Justiça e 100 funcionários do FBI, especializados em informações sensíveis das vítimas, dedicarão “as próximas semanas” à revisão dos documentos.
A divulgação dos arquivos da investigação começou no mês passado. Inicialmente, o departamento tinha até 19 de dezembro para publicar a totalidade dos documentos, conforme a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada pelo então presidente Donald Trump. No entanto, o prazo não foi cumprido. Em 24 de dezembro, o Departamento de Justiça admitiu que a liberação completa levaria “algumas semanas”. Na terça-feira (23), mais de 30 mil documentos foram liberados.
Os arquivos do caso Epstein, que envolveu o bilionário condenado por abusar de menores e operar uma rede de exploração sexual, citam a participação de um “grande grupo brasileiro”. Epstein mantinha conexões com políticos e celebridades.
A investigação continua em andamento, e a divulgação completa dos documentos é aguardada com expectativa, tanto pela imprensa quanto pelas vítimas e seus familiares. A morosidade no processo tem gerado críticas e questionamentos sobre a transparência da investigação.
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Com informações do G1










