Após ultimato americano, governo do Irã teria interrompido a execução de 800 pessoas, segundo informações divulgadas por Donald Trump
A porta-voz do governo Donald Trump, Karoline Leavitt, afirmou que 800 execuções foram suspensas no Irã após um ultimato dos Estados Unidos em sua coletiva de imprensa nesta quinta-feira (15). “O presidente Trump e sua equipe disseram ao Irã que, se as mortes continuarem, haverá graves consequências”.
O Irã nega a execução de manifestantes. Recentemente, o país negou que tenha condenado Erfan Soltani à morte, contrariando informações divulgadas pela família do jovem. Desde o início dos protestos que assolam o Irã, mais de 3,4 mil pessoas já morreram, segundo dados levantados por uma ONG. As autoridades iranianas também estariam planejando executar manifestantes capturados.
A Justiça iraniana alega que Erfan Soltani, de 26 anos, está detido no presídio central de Karaj e responde às acusações de “conluio contra a segurança interna do país e atividades de propaganda contra o regime”, crimes que não são punidos com a pena de morte. A informação foi divulgada pela agência Reuters, que seguiu a mídia estatal iraniana. A organização Hengaw informou que a sentença de morte de Soltani, anunciada à família, foi adiada.
Inicialmente, a acusação contra Soltani seria Moharebeh – que pode ser traduzido como “ódio contra Deus” –, um crime frequentemente punido com a execução no Irã. Segundo a Hengaw, as autoridades locais teriam confirmado a sentença definitiva à família. Uma fonte próxima à família, sob anonimato, relatou ao portal IranWire: “A família está sob extrema pressão. Até mesmo um parente próximo, que é advogado, tentou assumir o caso, mas foi impedido e ameaçado por agentes de segurança. Disseram a ele: ‘Não há processo para analisar. Anunciamos que qualquer pessoa presa nos protestos será executada.’”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia alertado que o país adotaria “medidas muito duras” caso o Irã começasse a enforcar manifestantes. Em entrevista, Trump afirmou não ter conhecimento da decisão de executar manifestantes, mas fez um alerta ao ser informado sobre os relatos: “Vamos tomar medidas muito duras, se fizerem esse tipo de coisa”. Na quarta-feira (14), Trump afirmou ter sido informado de que a “matança” no Irã foi interrompida e que não há planos para novas execuções, baseando-se em uma “fonte segura”. “O massacre no Irã está parando. Parou. E não há plano para execuções”, declarou.
A onda de protestos no Irã continua a gerar preocupação internacional, com o governo americano demonstrando uma postura firme em relação à repressão aos manifestantes.
Com informações do G1










