O governo federal lançou, em Manaus, três editais do programa Restaura Amazônia, com um investimento total de R$ 79 milhões. O anúncio foi feito durante uma solenidade com a presença do presidente Lula e da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.
Os recursos serão destinados a ações prioritárias em Unidades de Conservação (UCs) localizadas no Arco do Desmatamento, região que abrange sete estados amazônicos e enfrenta grande pressão sobre a floresta. A iniciativa visa frear o avanço do desmatamento e promover a recuperação ambiental.
A expectativa é que até 2,2 mil hectares de vegetação nativa – o equivalente a cerca de 3 mil campos de futebol – sejam recuperados por meio de 13 projetos. Além disso, a iniciativa deve gerar aproximadamente 880 empregos diretos e indiretos nas comunidades locais, impulsionando a economia da região.
Segundo o presidente do ICMBio, Mauro Pires, a restauração ambiental é crucial para o desenvolvimento sustentável e para a reconexão das pessoas com a natureza. “Um estudo recente mostra que estamos perdendo essa conexão, o que afeta até mesmo a saúde mental”, destacou. “Uma agenda inclusiva, que gere empregos e benefícios ambientais, é fundamental para enfrentar a emergência climática.”
Os recursos do Fundo Amazônia serão distribuídos da seguinte forma: R$ 26,9 milhões para Acre, Amazonas e Rondônia; R$ 30,7 milhões para Mato Grosso e Tocantins; e R$ 21,6 milhões para Pará e Maranhão. Esses valores incluem a remuneração dos parceiros gestores do Restaura Amazônia: Ibam, FBDS e Conservation International do Brasil.
Propostas podem ser enviadas até 10 de novembro de 2025, e os projetos selecionados terão até 48 meses para serem implementados.
O que é o Arco da Restauração?
A iniciativa faz parte do projeto Arco da Restauração, uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o ICMBio e o BNDES. O objetivo é recuperar 6 milhões de hectares de áreas degradadas até 2030, revertendo o processo de destruição no Arco do Desmatamento e transformando a região em um cinturão verde de proteção e restauração.
Restaura Amazônia: um plano mais amplo
Lançado em 2024, o Restaura Amazônia é a principal ação dentro do Arco da Restauração. O programa conta com R$ 450 milhões do Fundo Amazônia para restaurar Unidades de Conservação, terras indígenas e quilombolas, Áreas de Preservação Permanente (APPs) e reservas legais em assentamentos e pequenas propriedades rurais. A iniciativa está alinhada ao Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que busca restaurar até 12 milhões de hectares de áreas degradadas em todo o Brasil.









