Correios: governo planeja aporte de R$ 12 bilhões em 2027, após aprovação de novo empréstimo e reestruturação da estatal
A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, anunciou que o governo federal deverá realizar um aporte de capital nos Correios em 2027. A medida ocorre em paralelo à avaliação da estatal sobre a captação de um novo empréstimo.
De acordo com a ministra, o aporte está previsto no contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com um consórcio de bancos em dezembro de 2025. “Olha, em relação ao aporte, isso estava, inclusive, previsto no contrato que foi assinado com os bancos, que tinha uma previsão de aporte da União. Só que no próprio contrato que foi assinado dizia que podia ser 2026 ou 2027, até 2027. Então, isso está sendo estudado. Provavelmente o aporte esse ano não deve acontecer, pode acontecer até 27”, declarou Dweck.
Ainda conforme a ministra, os Correios avaliam a possibilidade de complementar o financiamento com um novo empréstimo. “Mas eles estão vendo eventualmente de algum complemento de empréstimo, isso que está sendo estudado”, complementou durante a apresentação do balanço da segunda edição do CNPU. Mesmo com um novo empréstimo, o aporte governamental pode ser crucial para a recuperação financeira da empresa, “por isso é parte da equação também”, explicou.
Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou a capacidade dos Correios de captar recursos, autorizando um novo empréstimo com garantias da União de até R$ 8 bilhões. O plano de reestruturação da estatal, que inclui a busca por um empréstimo adicional de R$ 8 bilhões em 2026, foi detalhado pelo presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, no final do ano passado.
Inicialmente, a estatal buscava um empréstimo de R$ 20 bilhões, mas o Tesouro Nacional não autorizou devido às altas taxas de juros oferecidas. “O plano de reestruturação foi concebido com uma necessidade declarada de captação de recursos da ordem de R$ 20 bilhões. Então, a gente fez uma primeira rodada com bancos, recebemos oferta dos R$ 20 bilhões, mas a uma taxa que a gente entendeu que estava mais elevada”, afirmou Rondon na época.
O plano de reestruturação dos Correios prevê cortes de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, a venda de imóveis e o fechamento de mil agências, reduzindo o número total de unidades para cerca de 5 mil. A empresa também implementará um programa de demissão voluntária (PDV), com o objetivo de reduzir em 15 mil o número de funcionários – o que representa um corte de 18% na folha de pagamentos. O PDV oferece incentivos para que os funcionários peçam demissão por vontade própria, funcionando como um acordo entre empresa e empregado.
Com informações do G1










