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17 de fevereiro de 2026

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Golpes e fraudes: brasileira combate crimes após ter nome usado indevidamente

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Renata Furst Galvão, especialista em antifraude, relata ter sido alvo de uso indevido de seu nome quando criança, um episódio que a motivou a combater golpes e fraudes financeiras. Aos seis anos, começou a receber cartas de cobrança em seu nome, sem compreender o significado.

O início da fraude

Aos 12 anos, Renata descobriu que um parente havia convencido sua mãe a incluir seu nome como sócia em duas empresas. Com a falência dos negócios, a dívida foi transferida para o CPF da menina. “Eu pensava que eram cartas de um príncipe”, relembra, referindo-se ao período em que recebia os envelopes com termos jurídicos desconhecidos como “banco”, “dívida” e “violação”.

Vulnerabilidade legal e impacto na infância

O caso de Renata não é isolado. A legislação brasileira, através do Código Civil, permite que menores de idade sejam sócios de empresas, desde que representados por seus responsáveis legais. Essa brecha, na prática, expõe crianças e adolescentes a fraudes familiares e à responsabilização por dívidas que não causaram. Dados da Serasa Experian indicam que, nos últimos anos, cerca de 250 mil menores de idade tiveram seus nomes envolvidos em registros de dívidas, um número alarmante que demonstra a necessidade de maior controle e proteção.

Durante a infância, Renata era instruída pela mãe a se esconder quando alguém ia à procura dela por causa das dívidas. Já adulta, enfrentou dificuldades para abrir uma conta bancária devido a bloqueios judiciais decorrentes da fraude.

Carreira internacional e combate contínuo

Após se formar, Renata construiu uma carreira internacional, vivendo 11 anos na África do Sul e, atualmente, atuando como especialista antifraude em uma empresa de gestão de riscos em Wall Street, o principal centro financeiro de Nova York. Mesmo com a mudança de país e o sucesso profissional, o passado voltou a assombrá-la. Ao monitorar casos de irregularidades no trabalho, encontrou seu próprio nome em um site de bloqueios judiciais. “Fui afastada por dois dias até que comprovassem que se tratava de uma fraude antiga”, relata.

A experiência pessoal de Renata a impulsionou a dedicar sua carreira à proteção contra fraudes e à busca por justiça para vítimas de crimes financeiros.

 

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