Petrobras assumirá fatia da BP em blocos para exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas

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Petrobras assumirá fatia da BP em blocos para exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas

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Estatal poderá atuar sozinha na área, que fica na costa do Amapá. Região é alvo de protesto de ambientalistas após descoberta de corais. Sede da Petrobras, no Centro do Rio de Janeiro

A Petrobras assinou acordo com a britânica BP para assumir a integralidade das participações da empresa em 6 blocos exploratórios de petróleo e gás em águas ultraprofundas na Foz do Amazonas, a cerca de 120 quilômetros do Amapá.

A operação vem após a estatal brasileira ter chegado a entendimentos também com outra sócia na maior parte desses ativos, a francesa Total, em meio a dificuldades para avançar em processos de licenciamento na região, considerada ambientalmente sensível.

“O acordo com a BP permitirá que a Petrobras detenha 100% de participação nesses seis blocos”, afirmou a companhia em comunicado ao mercado na terça-feira (5).
Expedição do Greenpeace identificou estruturas de corais na costa do Amapá

Os blocos envolvidos no negócio foram adquiridos em consórcios na 11ª Rodada de Licitação da ANP, em 2013.

A Petrobras detinha 30% em cada bloco. Em cinco deles, a Total possuía 40% e a BP 30%. Em um dos blocos, a participação da BP era de 70%.

A Petrobras disse que a compra da totalidade desses blocos “está em linha com o Plano Estratégico 2021-2025, que prevê novas frentes exploratórias fora das bacias do Sudeste”.
A companhia também disse que prioriza investimentos “em ativos de classe mundial em águas profundas e ultraprofundas”.

Segundo a Petrobras, o acordo com a BP ainda está sujeito às aprovações de órgãos reguladores.

O entendimento anterior da estatal com a Total pelos blocos ainda aguarda aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), mas já teve aval do Conselho Admnistrativo de Defesa Econômica (Cade).

 

Área sensível

A Petrobras e suas sócias nos blocos da Bacia da Foz do Amazonas enfrentaram dificuldades para obter permissões para perfuração na área, após processos de licenciamento ambiental que tiveram início ainda em 2015.

A região em que os ativos estão localizados se estende pela costa do Estado do Amapá e da Ilha do Marajó, no Pará, e abriga o maior cinturão contínuo de manguezais do planeta, além de recifes de corais.

Com isso, as atividades de exploração de petróleo na área também têm sofrido com oposição de ambientalistas e organizações não-governamentais, como o Greenpeace.
Especialistas do Greenpeace defendem que o governo deveria negar licenças para atividades de exploração nesses blocos visando a preservação de ecossistemas sensíveis e ainda pouco conhecidos da região, como corais amazônicos.

Fonte: G1 Amapá