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18 de fevereiro de 2026

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Pau-rosa: o fixador de perfume da floresta amazônica

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Encontrado na Floresta Amazônica, o pau-rosa (Aniba rosaeodora) são árvores que podem atingir até 30 metros de altura, com troncos de dois metros de diâmetro. Também conhecida como pau-rosa mulatinho, pau-rosa itaúba e pau-rosa imbaúba, essa espécime produz um óleo que é utilizado como essência na fórmula de vários perfumes na Europa e Estados Unidos, principalmente na fabricação do perfume Chanel Nº5, usado por Marilyn Monroe.

“Até pouco tempo, o óleo do pau rosa era usado como fixador. É um segredos dos perfumes franceses” afirmou Ari Hidalgo.

Sua exploração começou na década de 1920, onde o produto chegou a ser o terceiro colocado em exportações da Amazônia, ficando atrás apenas da borracha e castanha. Estima-se que entre 1937 e 2002, dois milhões de árvores foram derrubadas em cerca de 10 milhões de hectares da Floresta Amazônica.Para extrair o óleo, é preciso derrubar uma das árvores da espécime para então, picotar seu tronco e fervê-lo em uma caldeira para que o óleo evapore com a água e condense.

E 1992, o pau-rosa entrou para a lista de espécies ameaçadas do Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA) e também está incluída nas listas oficiais de espécies em extinção na Colômbia e Suriname. Anteriormente, a árvore era encontrada em toda a Amazônia, mas, hoje em dia, é possível apenas nos municípios de Parintins, Maués, Presidente Figueiredo e Nova Aripuanã, no Amazonas.

Recentemente, a produção sustentável do plantio da árvore de Pau Rosa vêm se tornando uma alternativa para impulsionar a economia do estado do Amazonas e utilizar como fonte de renda para os pequenos produtores. Técnicos do Instituto de Desenvolvimento Agropecuária e Florestal Sustentável do Amazonas (IDAM), fizeram uma visita no dia 9 de junho a uma agroindústria localizada no município de Itacoatiara com o objetivo de avaliar o progresso para a produção de óleos essenciais e firmar uma parceria para viabilizar o plantio da espécie e movimentar a economia.

Fonte: Portal Amazônia

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