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11 de fevereiro de 2026

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Degeneração psicológica e transtornos parafílicos nas plataformas de conteúdo adulto: o caso Urach e a legião de imitadores

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Por José Sidney Andrade dos Santos

Prosseguindo nossa análise crítica sobre as plataformas de conteúdo exclusivo como OnlyFans e similares no Brasil, voltamos o olhar para um aspecto ainda mais sombrio: a degeneração psicológica e o desenvolvimento de transtornos parafílicos fomentados por esses ambientes digitais. Como “doença ocidental” identificada pelos chineses, essas plataformas não apenas corroem valores sociais, mas também distorcem a psique humana, promovendo comportamentos sexuais atípicos que causam sofrimento e prejuízo. Utilizarei o caso concreto da modelo Andressa Urach e seu filho Arthur como ilustração paradigmática, que gerou controvérsia global e inspirou uma legião de imitadores, ampliando o ciclo de degradação moral e mental na sociedade brasileira.

A Degeneração Psicológica: Do Empoderamento à Desumanização

A criação de conteúdo adulto em plataformas como OnlyFans impõe um fardo psicológico devastador aos produtores, levando a uma forma de degeneração que se manifesta em ansiedade crônica, depressão e perda de identidade. Estudos indicam que os criadores, especialmente mulheres, enfrentam estigma internalizado, solidão e baixa autoestima, agravados pela natureza transacional do trabalho sexual digital. No Brasil, onde a hipersexualização é culturalmente enraizada, essa degeneração se aprofunda: jovens criadores relatam fragmentação identitária, onde o valor pessoal se reduz à validação sexual e financeira, resultando em ciclos de vergonha, medo e isolamento social.

Essa degradação não é mero efeito colateral; é inerente ao modelo de negócio. A pressão constante por conteúdo novo e extremo leva ao esgotamento emocional (burnout), com 30% dos criadores atribuindo ansiedade e depressão à demanda incessante de assinantes. Como sociólogo, vejo isso como uma forma de alienação marxista moderna: o corpo e o desejo se tornam commodities, erodindo a capacidade para relações autênticas e fomentando uma “desconexão relacional” que perpetua a decadência moral. No contexto brasileiro, essa degeneração afeta gerações jovens, ligando-se a distúrbios alimentares, depressão e uma visão distorcida do sexo, onde o afeto é substituído por performance.

Transtornos Parafílicos: A Normalização do Atípico

Parafilias são interesses sexuais intensos e persistentes em objetos, situações ou comportamentos não normativos, tornando-se transtornos quando causam angústia ou dano. Plataformas como OnlyFans aceleram esse processo ao normalizar fantasias atípicas por meio de pornografia personalizável e comunidades online, influenciando expectativas sexuais e comportamentos. Exposição precoce a conteúdo explícito pode fomentar parafilias como voyeurismo, exibicionismo ou sadomasoquismo, especialmente quando reforçadas por algoritmos que incentivam o extremo.

Para criadores, o risco é duplo: a produção constante de conteúdo personalizado pode internalizar parafilias, transformando fantasias em compulsões que interferem na vida cotidiana. Estudos mostram que indivíduos com múltiplas parafilias frequentemente relatam comportamentos hipersexuais, agravados por impulsividade sexual subjacente. No Brasil, onde OnlyFans atrai jovens vulneráveis, isso se manifesta em uma “cultura raunch” que normaliza o sexualizado, correlacionando-se a maior prevalência de transtornos afetivos e ansiosos. Como filósofo, argumento que essas plataformas representam uma erosão ética, convertendo o desejo humano em patologia coletiva, onde o “empoderamento” mascara a commoditificação do perverso.

O Caso Concreto: Andressa Urach e Seu Filho Arthur

O caso de Andressa Urach exemplifica essa degeneração e o potencial parafílico. A modelo brasileira, conhecida por sua carreira em reality shows e conteúdo adulto, revelou que seu filho Arthur, de 19 anos, filma e dirige seu material explícito no OnlyFans. Em entrevistas, Arthur confirmou ser o “fotógrafo foda” por trás das cenas, defendendo a colaboração como profissional e negando constrangimento, apesar de admitir uma cena “nojentas” que o incomodou. Essa dinâmica familiar gerou controvérsia global, com acusações de abuso infantil e normalização de incesto implícito, embora não haja evidência de participação sexual conjunta.

Urach defendeu o arranjo como forma de fortalecer laços familiares e empoderamento, mas críticos veem nisso uma transgressão de limites éticos, potencialmente fomentando parafilias como voyeurismo ou exibicionismo familiar. O impacto psicológico em Arthur é alarmante: exposição precoce a conteúdo explícito de sua mãe pode distorcer noções de intimidade, levando a trauma duradouro e risco de transtornos sexuais. Esse caso não é isolado; ele criou uma legião de imitadores no Brasil, com influenciadores e famílias normalizando colaborações semelhantes em plataformas como Privacy e Fansly, perpetuando o ciclo de degradação. Relatos indicam que a controvérsia inspirou jovens a explorar conteúdo familiar “profissional”, ampliando a “doença” diagnosticada pelos chineses.

Implicações Sociais: Uma Sociedade Adoecida

Esse fenômeno reflete uma sociedade brasileira adoecida, onde valores como família e respeito são erodidos pelo consumismo sexual. O caso Urach e seus imitadores ilustram como OnlyFans fomenta degeneração, transformando relações humanas em mercadorias e incentivando parafilias que ameaçam a ordem social. Como pensador, clamo por regulação urgente, educação sexual ética e suporte psicológico para criadores. Sem intervenção, essa “legião” crescerá, destruindo o tecido moral do Brasil. A cura começa no reconhecimento da doença.

José Sidney Andrade dos Santos
Filósofo, Sociólogo, Escrito e Psicanalista
Autor do Livro: Parafilias, Igreja e Sociedade Atual.

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