Alta do petróleo impacta o bolso do consumidor: gasolina em Rondônia registra aumento de quase 3% em apenas uma semana
O preço da gasolina em Rondônia aumentou R$ 0,19 por litro em apenas uma semana, representando uma alta de 2,7%, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A elevação acompanha a escalada do preço do petróleo no mercado internacional, influenciada pela instabilidade no Oriente Médio.
O levantamento da ANP aponta que o valor médio da gasolina no estado passou de R$ 6,97 entre 1º e 7 de março para R$ 7,16 entre 8 e 14 de março. A pesquisa é realizada semanalmente em postos de combustíveis, refletindo a média dos preços cobrados aos consumidores.
Vilhena registrou o preço médio mais alto, com o litro da gasolina sendo vendido a R$ 7,38. Porto Velho e Pimenta Bueno apresentaram os valores de R$ 6,69 e R$ 6,64, respectivamente.
A alta do petróleo, impulsionada pela guerra no Oriente Médio e preocupações com o fechamento do Estreito de Ormuz, já se faz sentir no Brasil. O preço do barril chegou a US$ 115 nesta quinta-feira (19), intensificando o aumento dos combustíveis e da energia. Em uma semana, o preço médio do litro do diesel subiu mais de 11% no país, passando de R$ 6,08 para R$ 6,80.
O diesel, combustível essencial para a logística brasileira, impacta diretamente o custo de transporte de mercadorias, alimentos e produtos industriais. Especialistas preveem que essa pressão sobre a inflação brasileira pode se tornar mais evidente em cerca de um mês, dependendo da duração do conflito e de possíveis interrupções no Estreito de Ormuz.
Segundo o economista Fábio Romão, sócio da Logos Economia, “o primeiro impacto, mais imediato, será o aumento do próprio diesel, já neste mês. Entre os efeitos indiretos, o aumento será espraiado ao longo dos próximos seis meses”. A alta do dólar, que atingiu R$ 5,26, também contribui para o encarecimento de produtos importados e insumos utilizados pela indústria.
Com o dólar mais caro, os custos de produção aumentam e são repassados ao consumidor final, intensificando a pressão inflacionária.
Com informações do G1










