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03 de fevereiro de 2026

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Gasolina mais barata na Venezuela atrai brasileiros à fronteira

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Um posto de gasolina venezuelano, localizado em Santa Elena de Uairén, tem atraído motoristas brasileiros em busca de preços mais baixos. O litro da gasolina era vendido por R$ 6,30 até o dia 30 de janeiro, R$ 1,50 a menos que em Pacaraima, Roraima. Em dias de reabertura, o preço chegou a ser vendido por apenas R$ 3.

Especialistas apontam que a diferença de preço se deve à alta produção de petróleo na Venezuela e, principalmente, aos subsídios mantidos pelo governo venezuelano. A estatal PDVSA vende a gasolina para refinarias e distribuidoras por valores abaixo do mercado internacional, repassando parte do custo ao governo.

“Antigamente, quando a Venezuela não passava por essa crise econômica, a gasolina lá era centavos de real. Com o passar do tempo, o subsídio foi diminuindo, mas existe ainda assim um forte subsídio por parte do governo venezuelano para os combustíveis, fazendo com que o preço fique tão barato assim”, explica Fábio Martinez, economista da Fecomércio-RR.

Posto de gasolina no lado venezuelano da fronteira com o Brasil, onde fila de brasileiros se forma para abastecer — Foto: Ailton Alves/Rede Amazônica
Foto: Reprodução/Rede Amazônica RR

O professor João Jarochinski, da UFRR, complementa que a política de preços na Venezuela é voltada para o mercado interno e tem um peso político, associado à soberania nacional. Ao contrário do Brasil, onde os preços acompanham o mercado internacional e são influenciados por impostos federais e estaduais. “No Brasil, o preço pago na bomba obedece a uma lógica de mercado de oferta e procura, levando em conta custos de produção, tributação, o preço do petróleo no mercado internacional, entre outros”, destaca o advogado Victor Del Vecchio.

Apesar do preço atrativo, a Venezuela enfrenta problemas de produção e distribuição, com postos frequentemente sem combustível e longas filas. A Câmara Venezuelana Brasileira de Comércio e Indústria de Roraima acompanha a situação e a continuidade do abastecimento depende das condições das estradas.

Com informações do Portal Amazônia.

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