Um posto de gasolina venezuelano, localizado em Santa Elena de Uairén, tem atraído motoristas brasileiros em busca de preços mais baixos. O litro da gasolina era vendido por R$ 6,30 até o dia 30 de janeiro, R$ 1,50 a menos que em Pacaraima, Roraima. Em dias de reabertura, o preço chegou a ser vendido por apenas R$ 3.
Especialistas apontam que a diferença de preço se deve à alta produção de petróleo na Venezuela e, principalmente, aos subsídios mantidos pelo governo venezuelano. A estatal PDVSA vende a gasolina para refinarias e distribuidoras por valores abaixo do mercado internacional, repassando parte do custo ao governo.
“Antigamente, quando a Venezuela não passava por essa crise econômica, a gasolina lá era centavos de real. Com o passar do tempo, o subsídio foi diminuindo, mas existe ainda assim um forte subsídio por parte do governo venezuelano para os combustíveis, fazendo com que o preço fique tão barato assim”, explica Fábio Martinez, economista da Fecomércio-RR.

O professor João Jarochinski, da UFRR, complementa que a política de preços na Venezuela é voltada para o mercado interno e tem um peso político, associado à soberania nacional. Ao contrário do Brasil, onde os preços acompanham o mercado internacional e são influenciados por impostos federais e estaduais. “No Brasil, o preço pago na bomba obedece a uma lógica de mercado de oferta e procura, levando em conta custos de produção, tributação, o preço do petróleo no mercado internacional, entre outros”, destaca o advogado Victor Del Vecchio.
Apesar do preço atrativo, a Venezuela enfrenta problemas de produção e distribuição, com postos frequentemente sem combustível e longas filas. A Câmara Venezuelana Brasileira de Comércio e Indústria de Roraima acompanha a situação e a continuidade do abastecimento depende das condições das estradas.
Com informações do Portal Amazônia.










