Ucrânia recebe apoio de França e Reino Unido com plano de envio de forças após cessar-fogo com a Rússia
França, Reino Unido e Ucrânia assinaram nesta terça-feira (6) uma declaração de intenções para criar uma força multinacional com o objetivo de garantir a segurança da Ucrânia após um eventual cessar-fogo com a Rússia. A proposta, em discussão há meses, prevê o envio de tropas estrangeiras por terra, mar e ar.
Segundo o presidente francês Emmanuel Macron, a iniciativa busca assegurar a segurança no período subsequente ao cessar-fogo e impedir uma nova ofensiva russa. Ao todo, 27 chefes de Estado se reuniram em Paris para discutir um possível acordo de paz. Antes do encontro, Macron recebeu no Palácio do Eliseu os enviados dos Estados Unidos, Steve Witkoff e Jared Kushner, para conversas preparatórias.
Na reunião, líderes europeus concordaram em criar mecanismos de monitoramento do cessar-fogo sob liderança americana e em manter assistência militar de longo prazo às Forças Armadas da Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reconheceu que ainda existem obstáculos políticos e legais para a implantação de forças estrangeiras no país, afirmando que “nem todos os países estão prontos para assumir esse compromisso”.
Zelensky também destacou que o apoio à Ucrânia pode ocorrer por meio do envio de armas, tecnologia e inteligência, e enfatizou que a participação de França e Reino Unido é essencial para dar credibilidade à coalizão. Após a reunião, Steve Witkoff afirmou que os protocolos de segurança para o período pós-cessar-fogo estão, em grande parte, concluídos.
As discussões também abordaram a questão territorial, principal impasse nas negociações de paz. Zelensky mencionou que autoridades da Ucrânia e dos Estados Unidos discutiram “algumas ideias” para tratar do assunto, mas ressaltou que a Ucrânia sofre pressão dos Estados Unidos para fechar rapidamente um acordo, o que pode envolver concessões. “A principal questão a ser resolvida é a territorial. Discutimos algumas ideias que podem ajudar”, disse Zelensky. A Ucrânia rejeita as exigências da Rússia para ceder áreas controladas no leste do país, na região de Donbas.
Witkoff informou que opções relacionadas ao território foram debatidas e que as negociações continuarão. Anteriormente, os Estados Unidos haviam sugerido a criação de uma zona econômica livre caso Kiev se retire de partes da região de Donetsk.
Com informações do G1










