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17 de fevereiro de 2026

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Fome no Brasil atinge menor nível em 20 anos, diz IBGE

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O Brasil registrou uma diminuição significativa nos níveis de fome em 2024, atingindo o menor patamar em duas décadas. De acordo com levantamento divulgado nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, 6,48 milhões de pessoas viviam em lares com insegurança alimentar grave no ano passado – uma queda de 23,5% em relação aos 8,47 milhões registrados em 2023.

A pesquisa, baseada na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, revela que 2 milhões de brasileiros deixaram a situação de fome em apenas um ano. A pesquisadora do IBGE, Maria Lúcia Vieira, destacou que a insegurança alimentar moderada ou grave alcançou o nível mais baixo desde o início do levantamento, em 2004.

Entendendo a insegurança alimentar

O IBGE define a insegurança alimentar grave como a condição em que há falta de qualidade e redução na quantidade de alimentos, impactando toda a família, incluindo crianças e adolescentes. Cerca de 2,5 milhões de famílias brasileiras enfrentam essa realidade. A insegurança alimentar moderada é caracterizada pela restrição alimentar entre adultos.

No geral, 18,9 milhões de famílias ainda convivem com algum grau de insegurança alimentar, embora esse número represente uma redução de 2,2 milhões em relação a 2023. A proporção de domicílios em segurança alimentar aumentou de 72,4% para 75,8%, indicando uma melhora no acesso a alimentos.

Disparidades regionais

As regiões Norte (37,7%) e Nordeste (34,8%) apresentam as maiores concentrações de domicílios em insegurança alimentar. Os níveis mais graves foram observados no Norte (6,3%) e Nordeste (4,8%). As demais regiões registraram índices menores: 20,5% no Centro-Oeste, 19,6% no Sudeste e 13,5% no Sul.

Em comparação com o Sul (1,7%), a proporção de domicílios em situação grave no Norte é quase quatro vezes maior. Os estados mais afetados são Pará (44,6%), Roraima (43,6%), Amazonas (38,9%), Bahia (37,8%) e Pernambuco (35,3%).

Grupos mais vulneráveis

A pesquisa também aponta que a insegurança alimentar afeta desproporcionalmente determinados grupos. Mulheres (59,9%) são mais frequentemente responsáveis por lares inseguros do que homens (40,1%). A desigualdade racial também é evidente: domicílios com responsáveis pardos (54,7%) ou pretos (15,7%) são mais propensos à insegurança alimentar do que aqueles com responsáveis brancos (28,5%).

Além disso, a insegurança alimentar é mais comum em áreas rurais (31,3%) do que urbanas (23,2). Famílias com menor renda e com crianças e adolescentes também são mais vulneráveis.

A pesquisa do IBGE corrobora os dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que retirou o Brasil do Mapa da Fome em agosto de 2024.

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