O número de focos de incêndio florestal no Amapá diminuiu 52% em 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Até o momento, foram registrados 50 focos, contra 114 no ano anterior, conforme dados da operação Amapá Verde, coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM-AP).
A redução significativa é resultado do foco em ações preventivas, com a realização de 365 atividades, incluindo palestras e reuniões com comunidades em áreas de risco. O objetivo é conscientizar a população e envolver os moradores no combate às queimadas.
“A gente focou muito na questão da prevenção. A população tem sido muito receptiva e tem recebido muito bem nossos guerreiros que estão nesse combate”, afirmou o Major Izídio Júnior, do CBM-AP.
Até agora, a força-tarefa já atuou diretamente no combate a mais de 70 incêndios em diferentes regiões do estado. O município de Tartarugalzinho lidera o ranking das áreas mais atingidas.
As regiões entre Ferreira Gomes, Tartarugalzinho e Tartarugal Grande continuam sendo as áreas que exigem maior atenção por parte do Corpo de Bombeiros, devido à maior incidência de queimadas.
Operação ampliada para cobrir mais áreas
A operação Amapá Verde iniciou com 8 bases operacionais e, desde o dia 21 de setembro, foi expandida para 13 unidades. As novas bases foram instaladas em Vitória do Jari, Serra do Navio, Porto Grande, Oiapoque e uma segunda base em Calçoene.
Com a expansão, o efetivo de militares aumentou de 40 para cerca de 70, distribuídos em viaturas equipadas para o combate a incêndios florestais. Cada base conta com cinco bombeiros e equipamentos específicos para atuação em campo.
Além das ações do CBM-AP, as condições climáticas também contribuíram para a redução dos focos de incêndio. As temperaturas mais amenas registradas neste ano ajudaram a diminuir a propagação do fogo, segundo o comando da operação.
Com a aproximação da estiagem, o alerta se volta para os municípios de Serra do Navio e Oiapoque, onde a vegetação seca e os ventos fortes aumentam o risco de incêndios de grandes proporções. As autoridades reforçam a importância da prevenção e da colaboração da população para evitar novas ocorrências.
Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP









