Apresentações começam hoje e vão até 13 de julho
Os gramados do Distrito Federal e seus locais mais icônicos, como a Torre de TV, a Rodoviária do Plano Piloto e o metrô, serão palco do Festival Marco Zero, que traz uma semana de dança em paisagens urbanas. O evento começou neste sábado (6) e vai até o próximo sábado (13). As apresentações percorrerão o DF com artistas brasileiros e angolanos, destacando a participação indígena e negra. Serão 16 intervenções artísticas e duas oficinas em espaços de Taguatinga, Ceilândia, Núcleo Bandeirante e Plano Piloto.
Programação e apresentações gratuitas
Todas as apresentações são gratuitas e convidam o público a explorar as várias possibilidades do corpo que dança pela cidade em ocupações culturais e centros comerciais.
Abertura do festival
O festival foi inaugurado no gramado da 216 Norte, ao som dos maracás, passos de toré, rezas e ressonâncias sonoras entre a natureza e a cidade. A artista indígena Idiane Crudzá, do Povo Kariri-Xocó, de Alagoas, apresentou “Toda Cidade Já Foi Floresta”.
Histórico do festival
“A rua representa a fusão do mundo ordinário, cotidiano, e das manifestações extraordinárias e imponderáveis. Escolher agir nesse espaço de resistência, feito de memórias, fluxos e presenças distintas, é o fio condutor do Festival Marco Zero desde sua criação há quase 20 anos”, explica Marcelle Lago, dançarina, idealizadora e coordenadora do festival, que teve sua primeira edição em 2006.
Destaques da edição 2024
Com apoio do Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2023, o festival deste ano traz talentos como a atriz e performer mineira Idylla Silmarovi e a artista mato-grossense Kiga Bóe, indígena do povo Bóe Bororo, da aldeia Meruri. A Companhia Dual, de São Paulo, apresenta na Torre de TV o espetáculo “Duo para 2 Perdidos”, uma releitura da peça “Dois Perdidos Numa Noite Suja”, de Plínio Marcos.
Participações especiais
De Pernambuco, Rebeca Gondim apresenta “Revinda” na sexta-feira (12), no Mimo Bar (SQN 205). A dança de Rebeca expressa as histórias do povo preto periférico, com movimentos que lembram as brincadeiras das culturas populares, o improviso dos mestres de cerimônia e as esquivas do frevo. Gabi Holanda e Plataforma Beira, também de Pernambuco, encenam “À Beira”, que aborda as angústias e esperanças de quem vive às margens dos rios e mangues, sufocados pela especulação imobiliária.
Outras atrações
O projeto Seio Sonoro, de Brasília, se apresenta no Metrô Galeria com “Ser Uma”, um duo com música autoral de mulheres da cidade. O festival conta ainda com a apresentação internacional do grupo angolano Idaebteam, que traz “Tatu Panji Angola”, uma intervenção que conta a história de três irmãos dançarinos e suas distintas características artísticas.
Mais artistas e performances
A programação inclui ainda o coletivo Debonde (RJ), a Cia. Corpus Entre Mundos (DF), o artista Kaled Hassan (DF), o dançarino Guel Soares (DF), a atriz e performer Maria Eugênia Félix (DF) e o dançarino Iago Gabriel (DF).
Confira a programação completa da edição 2024 no site do festival.










