O Brasil registrou mais de 10 mil casos de febre Oropouche em 2025, um aumento de 50% em relação ao ano anterior, o que tem gerado preocupação e mobilizado pesquisadores da Universidade Federal do Amapá (Unifap). O objetivo é entender os riscos de transmissão da doença na região amazônica.
O vírus Oropouche, embora circule no país há décadas, ainda é pouco conhecido. A transmissão ocorre principalmente pelo mosquito maruim, comum em áreas de floresta, mas que tem se adaptado a ambientes urbanos devido à expansão demográfica. O mosquito é atraído por gás carbônico, ácido lático e a presença de animais, facilitando sua aproximação das residências.

Em Mazagão, a investigação é mais aprofundada, revelando uma grande proliferação do mosquito maruim em 2024. Fatores como o clima favorável e depósitos de água contribuíram para o aumento da população vetora, conforme análise do pesquisador Eric Fonseca. As amostras coletadas estão sendo analisadas em laboratório em São Paulo.
Os sintomas da febre Oropouche são semelhantes aos da dengue, zika e chikungunya – febre, dor de cabeça e dores nas articulações – mas sua origem é silvestre. A pesquisa busca criar sistemas de monitoramento mais eficientes e, no futuro, desenvolver vacinas contra o vírus. O laboratório da Unifap busca recursos para ampliar os estudos e a identificação do vírus, que exige análises sofisticadas.
O mosquito maruim já foi identificado em diversos municípios do Amapá (Mazagão, Porto Grande, Serra do Navio e Oiapoque) e bairros de Macapá (Brasil Novo, Marabaixo, Cabralzinho, Amazonas e Igarapé Mirim).
Com informações do Portal Amazônia.










