Um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado durante a COP30, revelou um avanço significativo das facções criminosas na Amazônia Legal. A pesquisa, intitulada ‘Cartografias da Violência na Amazônia’, mostra que o número de municípios sob influência de organizações como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) subiu de 260 para 344 em 2024, um aumento de 32%.
Isso significa que quase metade (45%) dos 772 municípios da Amazônia Legal já registram a presença de facções criminosas. O estudo identificou 17 facções atuando na região, incluindo grupos nacionais e internacionais, o que demonstra um cenário complexo e fragmentado.
Além do CV e PCC, outras facções criminosas regionais como Bonde dos 40 (B40), Tropa do Castelar, Família Terror do Amapá, e até organizações estrangeiras como o Tren de Aragua (Venezuela) e o Estado Maior Central (Colômbia) também operam na região.
O relatório do FBSP destaca municípios particularmente afetados, como (link para dados detalhados do estudo).
A pesquisa também aponta para uma forte ligação entre o crime organizado e a exploração ilegal dos recursos naturais da floresta amazônica. As facções se envolvem em atividades como garimpo ilegal, extração de madeira e tráfico de animais silvestres, utilizando a violência para controlar territórios e rotas.
Em 2024, foram registradas 8.047 mortes violentas intencionais na Amazônia Legal, evidenciando o impacto da criminalidade na região. O avanço das facções representa um risco não só para a segurança pública, mas também para o meio ambiente e a estabilidade social da Amazônia.
Com informações da Agência Brasil.









