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30 de março de 2026

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F1: acidente de Bearman no GP do Japão expõe risco do regulamento de 2026

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O acidente de Oliver Bearman no GP do Japão de Fórmula 1, neste domingo, em Suzuka, escancarou uma preocupação antiga do paddock: diferenças bruscas de velocidade entre carros em plena reta. Com o novo regulamento de motores, a temporada de 2026 está marcada pelo super clipping  (perda de velocidade nas retas).

A batida ocorreu quando Franco Colapinto reduziu o ritmo para recarregar a bateria, enquanto Bearman vinha em aceleração total. Com uma diferença próxima de 100 km/h, o piloto da Haas desviou, perdeu o controle na grama, cruzou a pista e só parou na barreira de proteção. Ele registrou 262 km/h no momento do incidente, cerca de 50G. 

O episódio reforçou críticas ao conceito adotado pela Fórmula 1 a partir de 2026. A nova geração de unidades de potência elevou a participação elétrica de 15% para 50% da potência total, além de introduzir sistemas como o boost e o modo de ultrapassagem. 

Antes mesmo da largada, Fernando Alonso já havia alertado para o problema. O espanhol afirmou que ultrapassagens deixaram de ser movimentos planejados e passaram a ocorrer de forma reativa, quase como desvios.

O representante da Associação de Pilotos, Carlos Sainz também destacou que a área de escape em Suzuka evitou uma colisão certa. Segundo ele, circuitos de rua como Baku, Singapura e Las Vegas apresentam risco elevado, já que não oferecem espaço para correção em situações semelhantes.

O problema não se limita à corrida. Oscar Piastri relatou que quase colidiu com Nico Hülkenberg em um treino livre ao enfrentar a mesma discrepância de velocidade, mesmo com ambos em aceleração plena. O australiano reconheceu que os pilotos ainda tentam entender o comportamento dos carros, mas admitiu que novos incidentes podem ocorrer até que haja adaptação completa.

FIA se manifesta sobre regulamento após acidente de Bearman no GP do Japão

Diante da pressão, a FIA confirmou uma revisão estruturada do regulamento técnico durante a pausa da categoria em abril. A entidade afirmou que qualquer ajuste exige simulações e análise detalhada de dados coletados nas primeiras etapas, com foco na segurança. Ainda assim, evitou antecipar mudanças específicas.

O acidente de Suzuka, portanto, deixa de ser um episódio isolado e passa a representar um ponto de inflexão. A Fórmula 1 terá de equilibrar inovação tecnológica e controle de risco para evitar que a nova era híbrida transforme disputas em situações de perigo iminente nas retas.

A Fórmula 1 faz uma pausa no mês de abril e retorna em maio, entre os dias 1 e 3, com o Grande Prêmio de Miami.

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Fonte: Band F1

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