A exploração ilegal de madeira na Amazônia brasileira registrou um aumento alarmante de 184% em Unidades de Conservação (UCs) entre agosto de 2023 e julho de 2024. O estudo, divulgado pela rede Simex (ICV, Imaflora e Imazon), aponta que 8,1 mil hectares foram explorados ilegalmente em UCs, um aumento significativo em relação aos 2,8 mil hectares do período anterior.
No total, 327,6 mil hectares de florestas nativas foram extraídos para fins madeireiros, com 69% (225,1 mil ha) de exploração legal e 31% (102,5 mil ha) ilegal. Além do avanço da extração ilegal em UCs, houve também aumentos em Terras Indígenas (24%) e assentamentos rurais (66%). Do total extraído ilegalmente, 53% ocorreu em imóveis rurais privados.
Mato Grosso lidera o ranking de estados com maior área florestal explorada, com 190 mil hectares, seguido por Amazonas (46,1 mil ha) e Pará (43 mil ha). Aripuanã (MT) se destaca como o município com maior área de extração ilegal, com 12,7 mil hectares.

Especialistas alertam que o aumento da exploração ilegal em áreas protegidas indica fragilidade nos mecanismos de fiscalização e controle. Leonardo Sobral, do Imaflora, ressalta a necessidade de políticas contínuas de governança e comando e controle. Camila Damasceno, do Imazon, alerta para o risco de enfraquecimento da gestão florestal sustentável, gerando um mercado desleal para produtores que seguem as práticas corretas.
O mapeamento da exploração ilegal revelou que Terras Indígenas foram as mais afetadas, com 25.278 hectares explorados ilegalmente, representando 25% do total. As Unidades de Conservação registraram 8.177 hectares, correspondendo a 8% do total. A TI Aripuanã (MT) foi a área indígena mais impactada, com 8.601 hectares afetados.
Com informações do Portal Amazônia.







