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31 de março de 2026

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Exportação de fertilizantes iranianos para o Brasil não terá problemas, diz embaixador

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Em meio a tensões no Oriente Médio, Irã garante que vendas de fertilizantes para o Brasil seguirão sem interrupções

Os fertilizantes comprados pelo Brasil de empresas iranianas não serão impedidos de embarcar para o país, informou o embaixador do Irã, Abdollah Nekounam, nesta terça-feira (31). “Alguns meses atrás nós começamos a exportar fertilizante de ureia para o Brasil com algumas empresas na atividade. […] Até o presente momento e no cenário atual, os produtos que foram adquiridos pelo Brasil não terão nenhum problema de ser exportados”, declarou.

Segundo o embaixador, algumas cargas já foram enviadas ao Brasil. A garantia ocorre em um momento de instabilidade no Oriente Médio, região crucial para o fornecimento de fertilizantes ao país.

O Oriente Médio é a quarta maior região fornecedora de fertilizantes químicos para o Brasil, respondendo por 40% das exportações mundiais de ureia e 28% das vendas externas de amônia, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) de 2025 e da StoneX Brasil. A Rússia lidera o ranking geral, seguida por China e Canadá.

Apesar de o Irã ocupar a 22ª posição no ranking de fornecedores para o Brasil, com apenas 2% das compras de ureia em 2025 (segundo o Itaú BBA), o país tem um papel importante no mercado. Devido às sanções comerciais, o Irã utiliza um esquema de triangulação, vendendo para países vizinhos que, por sua vez, comercializam os produtos para o Brasil, evitando penalidades, explica Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA.

A demanda por adubos no Brasil segue um calendário específico: os fosfatados e potássicos são comprados entre maio, junho e julho para a soja, enquanto a ureia ganha destaque em novembro, dezembro e janeiro para a safra de milho. O Brasil é altamente dependente das importações de fertilizantes, e o Canadá surge como uma alternativa ao Oriente Médio, segundo Felippe Serigati, pesquisador da FGV Agro.

A guerra no Oriente Médio pode impactar os preços dos alimentos no Brasil, dada a importância da região no mercado de fertilizantes. A dependência do Brasil por esses insumos exige atenção e busca por alternativas para garantir o abastecimento e evitar aumentos de custos para o setor agrícola.

Com informações do G1

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