Informação é com a gente!

17 de fevereiro de 2026

Informação é com a gente!

17 de fevereiro de 2026

Exploração de madeira cresce 30% em Roraima e quase metade é ilegal

peixe-post-madeirao
peixe-post-madeirao

Últimas notícias

09/02/2026
Publicação legal: Pedido de Renovação da Licença de Operação
12/01/2026
Edital de convocação: ASSOCIAÇÃO BENEFICIENTE QUEIROZ ALMEIDA
02/01/2026
Pedido de renovação de licença de operação e outorga
02/01/2026
Pedido de renovação de licença de operação e outorga
12/12/2025
Publicação legal: Edital de convocação
12/12/2025
Publicação legal: Termo de adjudicação e homologação
02/12/2025
Asprocinco: Comunicado de recebimento de recurso e publicação
02/12/2025
Asprocinco: Comunicado de recebimento de recurso e publicação
08/10/2025
Aviso de licitação: Pregão eletrônico – licitação n. 90011/2025 – menor preço global
02/10/2025
Publicação legal: Termo de Homologação – Pregào 9009/2025

Extração legal de madeira cresce, mas atividade ilegal ainda é responsável por quase metade do total da atividade. Foto: Divulgação/Imazon

A extração de madeira em Roraima registrou um aumento de 30% em quase um ano, alcançando 14.867 hectares em julho de 2024, de acordo com levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O número supera o registrado no período anterior, iniciado em agosto de 2023.

Os dados são provenientes do Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (Simex). Em agosto de 2023, o volume de madeira extraída foi de 11.422 hectares.

Do total de madeira extraída em 2024:

  • 7.994 hectares foram explorados com autorização (53,8%), quase quatro vezes mais que os 2.103 hectares registrados no período anterior;
  • 6.873 hectares foram explorados sem autorização (46,2%), indicando que quase metade da madeira que circula em Roraima ainda tem origem clandestina.

Extração ilegal de madeira

A exploração ilegal é mais intensa no Sul do estado, com os municípios de Caroebe e Rorainópolis liderando o ranking, ambos com 28%. São João da Baliza aparece logo atrás, com 24%.

Sozinhos, esses três municípios concentram 80% de toda a madeira extraída ilegalmente das florestas de Roraima. Essas regiões, próximas às divisas com o Amazonas e o Pará, são consideradas pontos críticos de pressão florestal pelos pesquisadores do Imazon.

O monitoramento identificou que a extração não autorizada se concentra majoritariamente em áreas que deveriam ser protegidas ou destinadas a assentamentos rurais. Esses foram os locais mais afetados, representando 43% de toda a exploração ilegal. Na sequência, aparecem:

  • Imóveis rurais privados: 33%
  • Vazios fundiários: 21%
  • Terras não destinadas: 3%

Segundo o Imazon, a pressão sobre essas áreas acende um alerta para problemas históricos de governança fundiária em Roraima e aumenta o risco de conflitos e prejuízos ambientais.

madeira ilegal amazônia
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 

Extração legal

Pela primeira vez desde 2022, a área de extração legal superou a ilegal, atingindo 54% do total. Segundo o estudo, 90% da exploração legal ocorreu em imóveis rurais privados no último ano.

Confira o histórico completo da evolução madeireira no estado nos últimos cinco anos:

Evolução da exploração de madeira em Roraima (em hectares)

Ano Autorizada Não autorizada Total
2020 4.241 5.217 9.458
2021 761 497 1.258
2022 1.184 487 1.671
2023 2.103 9.319 11.422
2024 7.994 6.873 14.867

Fonte: Simex/Imazon

Para a pesquisadora do Imazon, Camila Damasceno, o crescimento dos números gerais deve ser analisado com cautela, mas a inversão da curva, com mais extração de madeira legal do que ilegal, é um indicador positivo.

“Esse aumento, a gente vê com bons olhos. Significa que as pessoas estão seguindo as técnicas do manejo florestal sustentável, gerando empregos e renda para o estado. A exploração legal é bem mais sustentável. A ilegal acaba tendo inúmeras consequências não só para a floresta, mas também para comunidades que vivem ali”, completa.

O relatório destaca uma dificuldade na obtenção dos dados por parte do Órgão Estadual de Meio Ambiente (Oema), responsável pelo licenciamento em Roraima. Por conta disso, segundo a Rede Simex, formada por Imazon, Imaflora e ICV, as informações analisadas foram retiradas exclusivamente do sistema do Ibama (SisCom).

Posicionamento da Femarh

O relatório do Simex apontou dificuldades na análise por ausência de dados estaduais, mas a Femarh afirma que não foi consultada para validar o estudo e esclareceu que utiliza o sistema federal Sinaflor. Enquanto o Imazon estima 54% de extração legal de madeira, o governo estadual afirma que 71% da área explorada (10.585 hectares) possui licença.

Sobre a atividade ilegal, a Femarh informou que cerca de 739 hectares já foram autuados e embargados em operações fiscalizatórias entre 2023 e 2025. A Fundação reiterou que o estado foi o primeiro a adotar o sistema federal de controle e que mantém um portal de transparência próprio para consulta de licenciamentos e fiscalizações.

*Com informações da Rede Amazônica RR

Página inicial / Meio Ambiente / Exploração de madeira cresce 30% em Roraima e quase metade é ilegal