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17 de fevereiro de 2026

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Expedição na Amazônia pode revelar novas espécies de plantas e fungos

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Uma expedição científica realizada no município de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, entre 19 de julho e 2 de agosto, reuniu pesquisadores de todo o Brasil em busca de novas espécies de plantas e fungos na região do Alto Rio Negro. A iniciativa, parte do projeto ‘Tsiino Hiiwiida’ (revelando múltiplas dimensões da biodiversidade de plantas e fungos) e da iniciativa Amazônia +10, coletou cerca de mil amostras que podem indicar a descoberta de espécies inéditas.

A expedição, coordenada pelo pesquisador Charles Eugene Zartman do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), envolveu três acampamentos e a participação de dois grupos de pesquisadores, além de importantes bolsistas indígenas e apoio logístico da 2ª Brigada de Infantaria de Selva do Exército Brasileiro.

Desafios e Descobertas na Selva

Os pesquisadores se dividiram para explorar áreas que chegam a 600 metros de altitude, enfrentando os desafios da rica biodiversidade amazônica. Um dos grupos focou em plantas acumuladoras de metais pesados nas comunidades indígenas Itacoatiara Mirim e na região da Ilha do Açaí. Já o outro grupo se aventurou na Serra do Curicuriari, conhecida como Bela Adormecida, com apoio de bolsistas da comunidade indígena São Jorge, que passaram oito dias em dois acampamentos nas cabeceiras do igarapé Arabo.

As coletas abrangeram diferentes tipos de floresta – de terra firme, baixios, campinaranas – e áreas de afloramentos rochosos, resultando em amostras de fungos, líquens, briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas. Entre as possíveis descobertas, destaca-se uma espécie de árvore emergente relacionada ao uchi (Humiriaceae) e um exemplar raro do gênero Zamia, planta ancestral dos pinheiros e araucárias.

Parceria com as Comunidades Locais

Um dos pontos fortes da expedição foi a forte participação das comunidades locais. O projeto ‘Tsiino Hiiwiida’ conta com licenças e anuências dos órgãos competentes e das próprias comunidades, que são parceiras diretas, com seis bolsistas indígenas envolvidos nas atividades de campo, recebendo treinamento e compartilhando seus conhecimentos tradicionais sobre a flora regional.

“O sucesso da expedição se deve à parceria com as comunidades, que trazem um conhecimento fundamental sobre a biodiversidade local”, afirma o coordenador geral do projeto. A iniciativa conta com a participação de pesquisadores do Inpa e de outras instituições do Brasil, além de especialistas internacionais.

O projeto foi selecionado no edital Expedições Científicas do CNPq e Confap, que selecionou 20 projetos de pesquisa com recursos da Amazônia +10 e de agências de pesquisa do Reino Unido e da Suíça.

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