Exames começam ser realizados pelo Laboratório de Patologia ainda no primeiro semestre deste ano

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Exames começam ser realizados pelo Laboratório de Patologia ainda no primeiro semestre deste ano

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A Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), através do Laboratório Estadual de Patologia e Análises Clínicas de Rondônia (Lepac), vai oferecer, ainda no primeiro semestre deste ano, novos exames de alta complexidade que vão ajudar no fechamento do diagnóstico de doenças consideradas autoimunes, informa Paulo José Giroldi, diretor-geral do Lepac.

Os novos exames vão facilitar a detecção de artrite reumatoide (AR) junto com fator reumatoide (FR), medida que vai avaliar a gravidade e o prognóstico da doença, bem como o tipo de tratamento que o paciente deve receber.

A ampliação faz parte de estratégia adotada pelo governo de Rondônia para atender uma fatia da população que necessita dos serviços, através do Sistema Único de Saúde (SUS), explica Paulo Giroldi. Para isso, uma licitação dos serviços está em andamento. A expectativa é que todo o processo seja concluído e os serviços comecem a ser prestados até junho deste ano.

Paulo Giroldi explica que mesmos os exames sendo realizados pelo Lepac, é necessário que os preços sejam licitados na modalidade de registro de

preços. Com a medida, o governo fica credenciado a receber, através do Ministério da Saúde (MS) via Sistema Único de Saúde (SUS) valores referentes aos exames, como normatiza o SUS.

De acordo com o diretor-geral do Lepac, está prevista ainda a oferta de exames como Anti DNA, Anti RO, Anti Cardiolipina IgG, IgM, e IgA – exame que auxilia na investigação de anormalidades na formação de coágulos, ajudar a determinar a causa de abortamentos recorrentes, ou como parte da avaliação de pacientes com síndrome antifosfolipídio -; beta 2 Glicoproteína IgG e IgM, Anti SM.

Segundo Paulo Giroldi, o Lepac passará a realizar diagnóstico laboratorial de doenças gastrointestinais – Gliadina, ASCA IgA e IgG (Anticorpos anti-Saccharomyces cerevisiae IgA e IgG), pANCA (anti-citoplasma de neutrófilos). Ele explica que os problemas gastroenterológicos estão entre os mais comuns atendidos na população de uma forma geral. Refluxo, gastrite, úlcera, diarreia e hepatites.

Funcionais

Entre as doenças funcionais, a Síndrome do Intestino Irritável é a mais frequente, porém, outras doenças, como dispepsia funcional, diarreia funcional, transtornos funcionais da vesícula biliar e do esfíncter de Oddi, refluxo gastresofágico como um transtorno funcional, síndrome do vômito cíclico e síndrome da flatulência também estão ligadas, de alguma forma, à depressão, relata Paulo Giroldi.