Coreia do Sul: promotores pedem pena de morte para ex-presidente Yoon Suk Yeol, acusado de tentar golpe de Estado ao decretar lei marcial
Promotores da Coreia do Sul solicitaram nesta terça-feira (13) a pena de morte para o ex-presidente Yoon Suk Yeol, acusado de declarar lei marcial no país enquanto estava no cargo. A informação foi divulgada pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.
“Promotores especiais solicitaram a pena de morte para o ex-presidente Yoon, apontado como o ‘líder da insurreição’”, afirmou a Yonhap durante a audiência final do julgamento por insurreição, realizada em Seul. Yoon foi destituído e preso em 2025, sendo solto brevemente antes de retornar à prisão em julho.
O impeachment de Yoon foi confirmado em 3 de abril, e ele continua sendo investigado por sua decisão de decretar lei marcial em dezembro de 2024. O ex-presidente, de 65 anos, está sendo processado pela Corte Constitucional sul-coreana, com procuradores o acusando de tentar dar um golpe de Estado. Yoon nega todas as acusações, alegando que a lei marcial seria necessária para impedir a atuação de agentes pró-Coreia do Norte, mas não apresentou evidências suficientes para sustentar essa tese.
O decreto de lei marcial de Yoon mergulhou a Coreia do Sul em uma crise política que se estendeu por quase todo o ano de 2025. O país tem um histórico de golpes de Estado, e um novo presidente assumiu o cargo após eleições, buscando estabilizar a nação. Yoon tentou fechar o Parlamento e restringir os direitos civis, mas a medida foi derrubada após resistência de legisladores e da população.
Em janeiro, promotores indiciaram o presidente afastado por insurreição, um crime punível com prisão perpétua ou morte, embora ninguém tenha sido executado por esse crime em décadas. Yoon chegou a ser preso, mas foi liberado em março por questões processuais, com o julgamento prosseguindo. Antes da prisão, ele resistiu por semanas em sua residência, protegido pelo corpo de segurança presidencial.
Em uma audiência do Tribunal Constitucional em janeiro, Yoon e seus advogados argumentaram que ele não pretendia impor totalmente a lei marcial, mas apenas usá-la como um aviso para resolver o impasse político.
Com informações do G1










