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12 de março de 2026

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Ex-engenheiro do Google condenado por roubar segredos de IA para a China

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Ex-funcionário do Google foi condenado nos EUA por espionagem econômica e roubo de segredos de inteligência artificial para empresas chinesas

Linwei Ding, ex-engenheiro de software do Google, foi condenado por um júri federal em São Francisco (EUA) por roubar segredos comerciais de inteligência artificial (IA) da empresa para beneficiar duas empresas chinesas com as quais trabalhava secretamente. A informação foi divulgada pelo Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) nesta quinta-feira (29).

Ding, de 38 anos e cidadão chinês, foi considerado culpado após um julgamento de 11 dias por sete acusações de espionagem econômica e sete acusações de roubo de segredos comerciais. Ele teria roubado milhares de páginas de informações confidenciais.

Cada acusação de espionagem econômica pode resultar em uma pena máxima de 15 anos de prisão e multa de US$ 5 milhões. Já cada acusação de roubo de segredos comerciais acarreta uma pena máxima de 10 anos e multa de US$ 250.000. Ding comparecerá a uma audiência preliminar em 3 de fevereiro.

Os promotores alegam que Ding roubou informações sobre a infraestrutura de hardware e a plataforma de software que permitem que os centros de dados de supercomputação do Google treinem grandes modelos de IA. Segundo eles, alguns dos projetos de chips roubados visavam dar ao Google uma vantagem sobre concorrentes como Amazon e Microsoft, além de reduzir a dependência da empresa dos chips da Nvidia.

Ding ingressou no Google em maio de 2019 e teria começado a roubar informações em 2022, enquanto era abordado para trabalhar em uma empresa de tecnologia chinesa. O Google não foi acusado e afirma ter cooperado com as autoridades. O advogado de Ding, também conhecido como Leon Ding, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

O caso de Ding foi coordenado pela Disruptive Technology Strike Force, uma força-tarefa interagências criada em 2023 pelo governo Biden. A investigação visa combater o roubo de tecnologias críticas para a segurança nacional e a competitividade econômica dos EUA.

Com informações do G1

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