Venezuela libera ex-candidato à presidência Enrique Márquez em meio a onda de solturas de presos, sob pressão dos EUA
O ex-candidato à presidência venezuelana, Enrique Márquez, que se opôs a Nicolás Maduro na contestada eleição presidencial de 2024, foi libertado da prisão na quinta-feira (8), de acordo com um comunicado da oposição.
“Acabou tudo”, disse Márquez em um vídeo gravado por um jornalista local que o acompanhava, juntamente com sua esposa e outro membro da oposição, Biagio Pilieri, que também foi libertado. A libertação ocorre em meio a uma onda de prisioneiros libertados pelo governo interino da Venezuela sob pressão dos Estados Unidos.
A ativista venezuelana Rocío San Miguel, com nacionalidade espanhola, foi a primeira a ser libertada nesta quinta-feira (8). Ela estava detida desde 9 de fevereiro de 2024, após ser vinculada pelas autoridades a um suposto plano para assassinar o presidente Nicolás Maduro. A soltura foi confirmada pelo governo espanhol.
Mais cedo, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou que o país libertaria unilateralmente “um número significativo” de prisioneiros venezuelanos e estrangeiros. Segundo Rodríguez, as libertações são um gesto de paz, uma reivindicação frequente da oposição, e foram realizadas de forma unilateral, sem acordos prévios com outras partes.
“O governo bolivariano, juntamente com as instituições estatais, decidiu libertar um número significativo de venezuelanos e estrangeiros, e esses processos de libertação estão ocorrendo neste exato momento”, acrescentou Rodríguez. O deputado é irmão da presidente Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo após o sequestro de Nicolás Maduro pelos EUA, no último sábado (3).
Em conversa com jornalistas, Rodríguez agradeceu aos esforços do ex-premiê espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do regime do Qatar, “que sempre estiveram ao lado do povo da Venezuela para defender o direito que temos à vida plena e à autodeterminação”. Não está claro se as negociações para as libertações envolveram diretamente o presidente Lula ou o governo brasileiro.
A libertação de prisioneiros, incluindo figuras da oposição, sinaliza uma possível flexibilização do governo venezuelano em meio a pressões internacionais e busca por diálogo com a oposição.
Com informações do G1










