Em meio à crise do fentanil, EUA buscam permissão para atuar militarmente no México. Presidente mexicana descarta intervenção
Os Estados Unidos estão intensificando a pressão sobre o México para permitir que forças militares americanas realizem operações conjuntas visando desmantelar laboratórios de fentanil dentro do país, conforme reportagem do New York Times publicada na quinta-feira (15). A informação foi divulgada com base em fontes americanas.
De acordo com as fontes, as autoridades americanas desejam que tropas de operações especiais ou agentes da CIA acompanhem soldados mexicanos em incursões a locais suspeitos de produção de fentanil. A proposta envolve a participação direta de militares dos EUA nas operações.
O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia expressado sua preocupação com a situação, afirmando à Fox News na semana passada que os cartéis estavam “controlando o México”. Em tom ameaçador, sugeriu a possibilidade de ataques a alvos terrestres para combater o tráfico, levantando a perspectiva de envio de forças militares americanas contra os cartéis de drogas. Trump chegou a dizer: “Os cartéis estão controlando o México”.
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, no entanto, descartou uma intervenção militar dos EUA após uma “boa conversa” com Trump sobre segurança e tráfico de drogas. Ela já havia recusado ofertas de ação militar do ex-presidente anteriormente.
O pedido dos EUA foi renovado após a captura, em 3 de janeiro, de um líder venezuelano em uma operação conduzida por forças americanas, segundo o New York Times. A reportagem ressalta que a pressão americana aumenta em meio à crise do fentanil, que causa milhares de mortes por overdose nos Estados Unidos.
A Reuters tentou verificar a reportagem do New York Times, mas não obteve confirmação imediata. A Casa Branca e o Ministério das Relações Exteriores do México não responderam a pedidos de comentário fora do horário comercial.
A situação demonstra a crescente tensão entre os dois países em relação à luta contra o tráfico de drogas e a busca por soluções para conter o fluxo de fentanil para os Estados Unidos.
Com informações do G1










