EUA abrem investigação contra 60 países sob suspeita de práticas comerciais desleais ligadas ao trabalho forçado
O escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) anunciou na noite de quinta-feira (12) a abertura de investigações sobre práticas comerciais desleais em 60 países. O foco da investigação é determinar se esses países estão tomando medidas eficazes para combater o trabalho forçado em suas cadeias de produção.
A investigação se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, um instrumento que permite ao governo americano tomar medidas contra ações consideradas “injustas” por parte de outros governos, que prejudiquem o comércio dos EUA.
Segundo o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, as investigações buscarão avaliar se os governos estrangeiros estão proibindo a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e qual o impacto da falha em erradicar essas práticas sobre trabalhadores e empresas americanas. Greer declarou: “Essas investigações determinarão se governos estrangeiros tomaram medidas suficientes para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e como a falha em erradicar essas práticas abomináveis impacta os trabalhadores e as empresas dos EUA”.
A iniciativa dos EUA demonstra uma crescente preocupação com a ética nas cadeias de suprimentos globais e o combate a práticas que violam os direitos humanos. A Seção 301 já foi utilizada em investigações anteriores, frequentemente resultando em tarifas e outras restrições comerciais.
A lista dos 60 países investigados não foi divulgada integralmente até o momento da publicação desta notícia. O USTR informou que a investigação está em andamento e que mais detalhes serão divulgados conforme apurados.
A medida ocorre em um contexto de intensas discussões sobre comércio internacional e a necessidade de garantir condições de trabalho justas e seguras em todo o mundo. A expectativa é que a investigação dos EUA possa pressionar outros países a adotarem medidas mais rigorosas contra o trabalho forçado.
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Com informações do G1










