Brasil está na lista de 60 países investigados pelos EUA sob suspeita de trabalho forçado em suas cadeias de produção
O escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) anunciou, na noite de quinta-feira (12), o início de investigações sobre práticas comerciais desleais em 60 países, incluindo o Brasil. A investigação tem como objetivo apurar se os países investigados estão tomando medidas eficazes para combater o trabalho forçado.
A ação é justificada com base na Seção 301 da Lei de Comércio Americana, que permite aos EUA agir contra práticas que prejudicam o comércio do país. Segundo o USTR, a investigação buscará determinar se os governos estrangeiros estão proibindo a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e qual o impacto dessa falha na competitividade de empresas e trabalhadores americanos.
“Essas investigações determinarão se governos estrangeiros tomaram medidas suficientes para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e como a falha em erradicar essas práticas abomináveis impacta os trabalhadores e as empresas dos EUA”, afirmou o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, em comunicado oficial.
Greer também ressaltou que, apesar do consenso internacional contra o trabalho forçado, muitos governos não estão aplicando medidas efetivas para impedir a entrada de produtos fabricados sob condições de exploração em seus mercados. “Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com o flagelo do trabalho forçado”, completou.
A lista completa dos países investigados inclui Argélia, Angola, Argentina, Austrália, Bahamas, Bahrein, Bangladesh, Brasil, Camboja, Canadá, Chile, China, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Egito, El Salvador, União Europeia, Guatemala, Guiana, Honduras, Hong Kong, Índia, Indonésia, Iraque, Israel, Japão, Jordânia, Cazaquistão, Kuwait, Líbia, Malásia, México, Marrocos, Nova Zelândia, Nicarágua, Nigéria, Noruega, Omã, Paquistão, Peru, Filipinas, Catar, Rússia, Arábia Saudita, Singapura, África do Sul, Coreia do Sul, Sri Lanka, Suíça, Taiwan, Tailândia, Trinidad e Tobago, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Uruguai, Venezuela e Vietnã.
A investigação pode resultar em sanções comerciais contra os países considerados culpados de não combater o trabalho forçado. O USTR não informou um prazo para a conclusão das investigações.
Com informações do G1










