Governo dos EUA suspende emissão de vistos para 75 países, incluindo o Brasil, em medida que levanta preocupações globais
O governo dos Estados Unidos congelou a emissão de vistos para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil, Irã, Rússia, Afeganistão, Iraque, Somália e Tailândia, conforme anunciado nesta quarta-feira (14) pelo Departamento de Estado. A informação foi inicialmente divulgada pela Fox News e posteriormente confirmada ao g1 pelo Departamento de Estado.
A lista completa de países afetados pela medida é extensa e abrange diversas regiões do mundo:
Afeganistão, Albânia, Argélia, Antígua e Barbuda, Armênia, Azerbaijão, Bahamas, Bangladesh, Barbados, Belarus, Belize, Butão, Bósnia, Brasil, Mianmar, Camboja, Camarões, Cabo Verde, Colômbia, Costa do Marfim, Cuba, República Democrática do Congo, Dominica, Egito, Eritreia, Etiópia, Fiji, Gâmbia, Geórgia, Gana, Granada, Guatemala, Guiné, Haiti, Irã, Iraque, Jamaica, Jordânia, Cazaquistão, Kosovo, Kuwait, Quirguistão, Laos, Líbano, Libéria, Líbia, Macedônia, Moldávia, Mongólia, Montenegro, Marrocos, Nepal, Nicarágua, Nigéria, Paquistão, República do Congo, Rússia, Ruanda, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Senegal, Serra Leoa, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Síria, Tanzânia, Tailândia, Togo, Tunísia, Uganda, Uruguai, Uzbequistão, Iêmen.
Além do congelamento de vistos, um memorando indica que Washington pode começar a restringir a entrada de pessoas mais velhas e com sobrepeso. Em novembro, a Associated Press já havia noticiado que o governo de Donald Trump considerava uma diretriz para dificultar a entrada de pessoas obesas.
Em junho do ano passado, uma nova exigência foi implementada para a concessão de vistos de estudantes: todos os candidatos devem desbloquear seus perfis em redes sociais para análise do governo americano, com o objetivo de identificar conteúdos considerados hostis aos Estados Unidos.
A nova estratégia reflete uma política externa mais restritiva, antecipando um retorno de Donald Trump à presidência em 2026. Analistas preveem que Trump intensificará as políticas anti-imigração, restringindo a entrada de estrangeiros e a concessão de vistos. “Ele basicamente vai desativar o sistema de imigração legal dos Estados Unidos”, prevê Shev Dalal-Dheini, diretora de relações governamentais da Associação de Advogados de Imigrantes dos EUA.
A expectativa é que, sob uma nova administração Trump, a doutrina de portas fechadas para imigrantes se torne ainda mais evidente, impactando significativamente o fluxo de pessoas para os Estados Unidos.
Com informações do G1










