EUA exigirão caução de até US$ 15 mil para vistos de turistas de diversos países, incluindo alguns que disputarão a Copa do Mundo de 2026
O governo dos Estados Unidos ampliou nesta terça-feira (20) a lista de países cujos turistas terão de pagar uma caução de até US$ 15 mil para conseguir viajar para o país. Entre os afetados estão nações já classificadas para a Copa do Mundo de 2026. O Brasil não integra a relação.
A Copa do Mundo de 2026 será sediada nos Estados Unidos, no México e no Canadá. O governo norte-americano tem orientado turistas que desejam acompanhar o Mundial a procurar as embaixadas com antecedência para obter autorização de entrada no país.
A exigência da cobrança de caução foi anunciada pelo governo de Donald Trump em agosto de 2025 e atinge diretamente solicitações dos vistos B-1, voltado para negócios, e B-2, de turismo e atendimento médico. O valor da cobrança varia de US$ 5 mil a US$ 15 mil e é definido no momento da entrevista para a obtenção do visto.
O dinheiro é devolvido após a saída do cidadão estrangeiro dos Estados Unidos ou antes do vencimento do visto, caso a viagem ao país não ocorra. Inicialmente, a lista incluía apenas Malawi e Zâmbia, citando altos índices de permanência irregular no país além do prazo autorizado. Posteriormente, Gâmbia, Mauritânia, São Tomé e Príncipe e Tanzânia foram adicionados. Em 1º de janeiro, Butão, Botsuana, República Centro-Africana, Guiné, Guiné-Bissau, Namíbia e Turcomenistão também passaram a integrar a lista.
Agora, o Departamento de Estado incluiu mais 25 países, sendo que cinco deles estarão na Copa do Mundo. A lista completa é a seguinte: Argélia, Angola, Antígua e Barbuda, Bangladesh, Benin, Burundi, Cabo Verde, Costa do Marfim, Cuba, Djibuti, Dominica, Fiji, Gabão, Quirguistão, Nepal, Nigéria, Senegal, Tajiquistão, Togo, Tonga, Tuvalu, Uganda, Vanuatu, Venezuela e Zimbábue.
A medida visa reduzir o número de pessoas que entram nos Estados Unidos com visto de turista ou negócios e permanecem no país ilegalmente após o vencimento do visto. O governo americano não divulgou dados específicos sobre o impacto esperado da medida, mas espera que ela contribua para o controle da imigração.
Com informações do G1










