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26 de janeiro de 2026

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EUA ameaçam usar força militar contra países que não combatam o tráfico e rivais na América Latina

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EUA elevam tom e ameaçam ação militar em países da América Latina que não cooperarem com Washington no combate ao tráfico e à influência de rivais

O governo dos Estados Unidos ameaçou empregar ação militar contra países do Hemisfério Ocidental que não cooperarem no combate ao narcotráfico e na contenção da influência de rivais, como Rússia e China. A postura faz parte da nova Estratégia Nacional de Defesa dos EUA, divulgada pelo Departamento de Guerra norte-americano na última sexta-feira (23).

O objetivo declarado é assegurar a dominância militar e comercial dos EUA “do Ártico à América do Sul”, com foco em áreas estratégicas como a Groenlândia, o Golfo da América e o Canal do Panamá. A Estratégia Nacional de Defesa serve como um guia para as políticas e mobilizações militares planejadas para os próximos anos do governo Trump, complementando a Estratégia de Segurança Nacional.

De acordo com o documento, os EUA “defenderão de forma ativa e destemida os interesses” no Hemisfério Ocidental, garantindo o acesso militar e comercial a áreas estratégicas. “Atuaremos de boa-fé com nossos vizinhos, do Canadá aos parceiros na América Central e do Sul, mas asseguraremos que respeitem e façam a sua parte na defesa de nossos interesses compartilhados. E, quando isso não ocorrer, estaremos prontos para adotar ações focadas e decisivas que promovam os interesses dos EUA”, afirma o texto. O documento descreve essa postura como o “Corolário Trump à Doutrina Monroe”, e afirma que as Forças Armadas dos EUA estão prontas para aplicá-la “com rapidez, poder e precisão”, citando a operação em Caracas que resultou na prisão de Nicolás Maduro como exemplo.

A política de defesa do segundo mandato do governo Trump busca a “paz por meio da força”, começando nas fronteiras dos EUA e se estendendo ao monitoramento e contenção de rivais globais. A estratégia inclui:

  • “Deter” a China por meio da força e da contenção, sem buscar confronto direto;
  • “Delegar” a Rússia e a Coreia do Norte para que seus aliados (Otan, Coreia do Sul e Japão) cuidem dessas ameaças;
  • Considerar o “narcoterrorismo” como um alvo militar, reservando-se o direito de usar opções militares preventivas contra organizações narcoterroristas nas Américas;
  • Exigir que Canadá e México ajudem a fechar as fronteiras para a entrada de imigrantes ilegais e “narcoterroristas”;
  • Aumentar a responsabilidade dos aliados na “segurança compartilhada”.

O governo Trump também deixou a porta aberta para ações militares onde e quando julgar que seus interesses não estão sendo atendidos, utilizando a operação militar em Caracas como exemplo de ações futuras. O documento detalha a visão do governo de “este é o nosso hemisfério”, expressa após a prisão de Maduro.

A Estratégia Nacional de Defesa enfatiza a necessidade de aumentar a responsabilidade dos aliados na segurança compartilhada e de conter a influência de rivais globais, como China e Rússia, através de uma combinação de força, contenção e cooperação com aliados.

Com informações do G1

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