Governo Trump pressiona ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, com ameaças de sanções e possível captura, segundo a Reuters
A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, de que ele pode se tornar um alvo prioritário caso não coopere com a presidente interina Delcy Rodriguez para atender às exigências norte-americanas. A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters nesta terça-feira (6).
Segundo fontes internas, Cabello, que controla forças de segurança acusadas de graves violações de direitos humanos, é um dos poucos aliados de Nicolás Maduro que Trump considera importantes para manter a estabilidade durante a transição. As autoridades americanas temem que, devido ao seu histórico de repressão e rivalidade com Rodriguez, Cabello possa atuar como um elemento desestabilizador.
Os Estados Unidos buscam forçar a cooperação de Cabello, ao mesmo tempo em que avaliam formas de afastá-lo do poder e levá-lo ao exílio. Emissários americanos comunicaram a Cabello que uma postura de confronto poderia resultar no mesmo destino de Maduro, capturado em uma operação americana e levado a Nova York para responder a acusações de “narcoterrorismo”. A Reuters apurou que os alertas incluíram até mesmo preocupações com sua segurança pessoal.
Apesar disso, o governo americano avalia que uma ação direta contra Cabello poderia gerar instabilidade, já que ele mantém influência sobre grupos pró-governo conhecidos como “colectivos”, que poderiam reagir com violência nas ruas – um cenário que Washington tenta evitar. Outro nome citado como possível alvo é o do ministro da Defesa, Vladimir Padrino, também acusado de envolvimento com o tráfico de drogas e alvo de uma recompensa milionária.
Contudo, a cooperação de Padrino é considerada essencial para evitar um vácuo de poder, já que ele comanda as Forças Armadas. “Esta continua sendo uma operação de aplicação da lei, e ainda não terminamos”, declarou um funcionário do Departamento de Justiça dos EUA à Reuters. A Venezuela concorda em enviar até 50 milhões de barris de petróleo para os EUA, conforme divulgado por Trump após a captura de Maduro.
A posse de Delcy Rodriguez como presidente interina foi marcada por sua declaração de que a ação militar americana é ilegítima. O governo Trump, no entanto, recuou sobre a acusação inicial de que Maduro chefiava um cartel de drogas.
Com informações do G1










