Governo Trump diz que as decisões do governo venezuelano ‘continuarão a ser ditadas por nós’ em meio a plano de transição
Os Estados Unidos afirmam exercer influência direta sobre as decisões do governo venezuelano, em um momento de crescente tensão e planos de transição de poder. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou enfaticamente que “Os Estados Unidos trabalham com a Venezuela, a administração Trump mantém uma correspondência direta com as autoridades interinas. Suas decisões continuarão a ser ditadas por nós”.
O plano americano para a Venezuela, detalhado pelo Secretário de Estado Marco Rubio, é estruturado em três fases: estabilização, recuperação econômica e, finalmente, a transição de poder do chavismo. A captura de Nicolás Maduro no sábado (3) resultou na ascensão de sua vice, Delcy Rodríguez, ao poder.
Rubio enfatizou a necessidade de estabilizar o país para evitar o caos, implementando uma “quarentena” da Venezuela no mercado internacional e apreendendo embarques de petróleo. “O primeiro passo é a estabilização do país. Não queremos que ele desemboque em caos”, afirmou. Segundo o Secretário de Estado, entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo serão apreendidos e vendidos no mercado internacional, com os recursos destinados a beneficiar o povo venezuelano, e não o regime.
A segunda fase do plano americano visa a recuperação econômica, abrindo o mercado venezuelano para empresas americanas e de outros países de forma justa. Paralelamente, buscará promover a reconciliação nacional, com anistia e liberdade para membros da oposição, visando a reconstrução da sociedade civil. “Também, ao mesmo tempo, começar a criar o processo de reconciliação nacional, dentro da Venezuela, para que as forças da oposição sejam amnistizadas e liberadas de prisões ou trazidas para o país e comecem a reconstruir a sociedade civil”, explicou Rubio.
A fase final, a transição de poder, é o objetivo último da estratégia americana. A postura firme de Washington sinaliza uma intensificação da pressão sobre o governo venezuelano, com implicações significativas para o futuro político e econômico do país. Rubio detalhou: “Eles têm óleo que está preso na Venezuela. Eles não podem movê-lo por causa da nossa quarentena e porque está sancionado. Nós vamos vendê-lo no mercado, nas taxas de mercado, não nos descontos que a Venezuela estava recebendo”.
O Secretário de Estado concluiu: “Esse dinheiro será, então, tratado de uma forma que nós vamos controlar como é distribuído, de uma forma que beneficie as pessoas venezuelas, não a corrupção, não o regime.”
Com informações do G1










