Após captura de Maduro, EUA reforçam influência na Venezuela com postagem contundente
O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou nas redes sociais a frase “Este é o nosso hemisfério” após a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro na Venezuela. A postagem foi feita nesta segunda-feira (5), na rede X (antigo Twitter).
“Este é o NOSSO hemisfério, e o presidente Trump não permitirá que nossa segurança seja ameaçada”, diz a legenda que acompanha a imagem. A foto em preto e branco mostra o ex-presidente Donald Trump, com a frase “Este é nosso hemisfério” destacada, e a palavra “nosso” em vermelho.
A Casa Branca também divulgou um artigo com a mesma frase. A declaração foi atribuída ao senador Marco Rubio, que concedeu diversas entrevistas a veículos de comunicação americanos na segunda-feira. Segundo a Casa Branca, Rubio enfatizou o compromisso “inquebrantável” de Trump em impedir que o Hemisfério Ocidental se torne um refúgio para traficantes de drogas, aliados do Irã ou “regimes hostis” que representem uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.
“O Hemisfério Ocidental é onde vivemos, e não vamos permitir que ele seja uma base de operações para adversários, concorrentes ou rivais dos Estados Unidos”, disse Rubio em uma das entrevistas. A postura demonstra a intenção dos EUA de exercer maior controle e influência na região.
Nicolás Maduro é acusado pelos Estados Unidos de narcoterrorismo e uma série de outros crimes. Após ser capturado na Venezuela, ele foi levado para Nova York, onde compareceu a uma audiência judicial nesta segunda-feira, declarando-se inocente das acusações. O caso continua a gerar repercussão internacional e tensões geopolíticas.
A utilização da frase “Este é o nosso hemisfério” é vista como uma demonstração de força e reafirmação da influência dos Estados Unidos na América Latina, em um momento de instabilidade política e econômica na região.
A operação que levou à captura de Maduro e a subsequente reação dos EUA indicam uma nova fase nas relações entre Washington e Caracas, com implicações significativas para o futuro da Venezuela e da região.
Com informações do G1










