Trump lança novas investigações comerciais contra 16 países, incluindo China e União Europeia, com risco de novas tarifas
O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, iniciou nesta quarta-feira (11) uma investigação comercial contra 16 grandes parceiros, sob a alegação de excesso de produção. A medida pode resultar na imposição de novas tarifas sobre produtos importados.
A ação ocorre após a Suprema Corte dos EUA derrubar a base legal das tarifas previamente aplicadas por Trump. O objetivo, segundo o governo, é retomar a pressão por novos acordos comerciais.
O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, explicou que a investigação, baseada na chamada “Seção 301”, avaliará práticas comerciais consideradas desleais. “Portanto, essas investigações se concentrarão em economias que, segundo nossas evidências, parecem apresentar excesso estrutural de capacidade e produção em vários setores de manufatura, como, por exemplo, por meio de superávits comerciais maiores e persistentes ou capacidade subutilizada ou não utilizada”, disse Greer a repórteres.
Os países sob investigação incluem China, União Europeia, Índia, Japão, Coreia do Sul e México. Outros alvos são Taiwan, Vietnã, Tailândia, Malásia, Camboja, Cingapura, Indonésia, Bangladesh, Suíça e Noruega. O Canadá, importante parceiro comercial dos EUA, não foi incluído na lista.
Além disso, Greer anunciou uma nova investigação, também sob a Seção 301, para proibir a importação de produtos feitos com trabalho forçado, envolvendo mais de 60 países. Os EUA já restringem a importação de painéis solares da região de Xinjiang, na China, com base na Lei de Proteção ao Trabalho Forçado Uigur. Greer afirmou que espera concluir as investigações antes que as tarifas temporárias impostas por Trump expirem em julho. “Gostaria que outros países também adotassem proibições semelhantes às dos EUA contra produtos feitos com trabalho forçado”, completou.
Trump estabeleceu um cronograma rápido para a investigação do excesso de capacidade, com comentários públicos aceitos até 15 de abril e uma audiência pública programada para 5 de maio. O governo americano afirma que os parceiros comerciais não devem ser surpreendidos com as investigações e que devem cumprir seus acordos.
Com informações do G1










