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17 de fevereiro de 2026

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Estudo sobre transição nutricional indígena em Parintins vira livro

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Uma pesquisa aprofundada sobre a saúde da população indígena Sateré-Mawé que reside em Parintins, no Amazonas, resultou no lançamento do livro ‘Os Sateré-Mawé na cidade: Transição nutricional (excesso de peso e inatividade física) em uma população indígena urbana em Parintins, Amazonas’. A obra, escrita pelo professor Marcelo Rocha Radicchi, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), traz um panorama completo sobre os desafios e mudanças no estilo de vida dessa comunidade.

O estudo, iniciado como projeto de pós-graduação, contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), através do programa RH-Interiorização, que incentiva a pesquisa no interior do estado. Os dados foram coletados durante o doutorado do pesquisador em Epidemiologia em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O livro não se limita a dados estatísticos. Ele oferece uma contextualização histórica, sociocultural e geográfica dos Sateré-Mawé em Parintins, explorando aspectos socioeconômicos, demográficos, étnicos e de saúde. Radicchi investigou os níveis de atividade física, o perfil nutricional e a incidência de doenças como a hipertensão entre a população.

O conteúdo foi apresentado à comunidade Sateré-Mawé em um evento público, com a participação de lideranças indígenas. A iniciativa visa dar visibilidade à população indígena urbana, muitas vezes invisível nas estatísticas e políticas públicas. “Ainda existe um estereótipo de que o indígena vive apenas na floresta, o que dificulta o acesso a políticas públicas de saúde e outras necessidades para aqueles que residem em áreas urbanas”, explica Marcelo Radicchi.

Foto: Marcelo Rocha Radicchi/Acervo pessoal

A pesquisa busca mostrar que a realidade dos indígenas urbanos é diferente e exige atenção específica. O livro está disponível gratuitamente para download no link, permitindo que a informação chegue a um público amplo e contribua para a construção de políticas mais inclusivas.

Foto: Marcelo Rocha Radicchi/Acervo pessoal

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