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18 de março de 2026

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Estudo revela que apostas online geram prejuízo bilionário ao comércio, segundo CNC

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Plataformas de apostas causam impacto negativo de R$ 117 bilhões por ano no varejo, diz levantamento.

Um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revelou que as plataformas de apostas online, conhecidas como “bets”, têm causado um prejuízo anual estimado em R$ 117 bilhões ao comércio brasileiro. Esse valor representa o impacto que o gasto com apostas está tendo sobre o consumo no país.

Crescimento das bets no Brasil

Entre junho de 2023 e junho de 2024, os brasileiros gastaram aproximadamente R$ 68 bilhões nas plataformas de apostas, o que equivale a 0,62% do Produto Interno Bruto (PIB) e 0,95% do consumo total no período. As plataformas, popularizadas após a regulamentação de 2018, vêm investindo pesado em publicidade e patrocinam diversos clubes de futebol, gerando preocupações sobre o aumento desses gastos.

Segundo o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, “cada venda perdida no varejo gera um impacto maior que o próprio valor da venda, pois os custos fixos permanecem. O prejuízo anual de R$ 117 bilhões pode se agravar se os gastos com apostas continuarem a crescer”.

Impacto no orçamento familiar

O levantamento da CNC aponta que esses gastos com apostas estão levando muitas famílias à inadimplência, afetando o consumo no varejo. Grande parte desse prejuízo vem de modalidades de cassinos online, como o popular “Jogo do Tigrinho”, que movimenta grande parte dos valores apostados.

“Embora seja difícil separar o valor gasto em apostas esportivas do que é destinado aos cassinos online, estima-se que 80% do montante vá para as modalidades de cassino”, destacou Tavares.

Público feminino em destaque

Outro ponto de atenção do estudo é o crescimento do público feminino entre os apostadores, especialmente em jogos de cassino online. Nas apostas esportivas, como no futebol, os homens ainda são maioria, mas o interesse das mulheres nas modalidades de cassino chama atenção, principalmente pelo uso de benefícios sociais, como o Bolsa Família, em apostas.

Um relatório do Banco Central mostrou que, em agosto, R$ 3 bilhões de beneficiários do programa foram direcionados para apostas via Pix. Diante desse cenário, o governo tem sinalizado possíveis medidas de controle sobre as plataformas.

Debate sobre a regulamentação

A CNC também apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação questionando a regulamentação do mercado de apostas online no Brasil, defendendo a legalização dos cassinos físicos como uma forma de gerar empregos e estimular o turismo. Segundo a CNC, enquanto os cassinos online recolhem apenas R$ 12 bilhões em impostos por ano, os cassinos físicos poderiam gerar R$ 22 bilhões e cerca de 1 milhão de empregos.

A proibição dos cassinos no Brasil existe desde 1946, sob alegação de proteger a moralidade pública. A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) mantêm suas críticas à legalização, devido aos riscos de dependência relacionados ao jogo.

Com informações da EBC

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