As variantes do coronavírus têm sido a grande preocupação do momento. E com isso em mente, um estudo publicado no New England Journal of Medicine imunizou sobreviventes ao surto de síndrome respiratória aguda grave (SARS) de 2003 com a vacina da Pfizer, levando à descoberta de anticorpos que podem neutralizar todas as variantes conhecidas do SARS-CoV-2.
A descoberta aumenta ainda mais as esperanças de desenvolver uma vacina de próxima geração eficaz e de amplo espectro contra diferentes coronavírus.
Para testar a hipótese, os pesquisadores recrutaram oito pessoas que se recuperaram do SARS-CoV-1, que foi responsável pela epidemia de SARS em 2003, bem como 10 pessoas saudáveis e 10 sobreviventes da Covid-19. Eles então compararam a resposta imune dos três grupos antes e depois de serem vacinados com a vacina.
A ideia era entender se os anticorpos neutralizantes desenvolvidos no grupo vacinado com SARS poderiam eliminar os vírus SARS-CoV-1 e SARS-CoV-2. Antes da vacinação, os sobreviventes do SARS-CoV-1 tinham anticorpos neutralizantes detectáveis contra o SARS-CoV-1, mas níveis baixos de anticorpos neutralizantes anti-SARS-CoV-2.
Porém, depois de receber duas doses da vacina, todos exibiram altos níveis de anticorpos.
“Nosso estudo aponta para uma nova estratégia para o desenvolvimento de vacinas de próxima geração, que não só nos ajudará a controlar a atual pandemia de Covid-19, mas também pode prevenir ou reduzir o risco de futuras pandemias causadas por vírus relacionados”, afirmam os pesquisadores.
“Como as variantes já demonstraram algum grau de evasão imunológica contra as vacinas de primeira geração, esta descoberta tem o potencial de resolver esse problema à medida que o mundo continua a vacinação contra a COVID-19 para sair da pandemia. Isso pode atuar como uma vacina preventiva altamente promissora contra futuras pandemias de coronavírus”, ressaltam os cientistas. (Canaltech)










