Hamilton não confirma se vai renovar ou não com Mercedes

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Hamilton não confirma se vai renovar ou não com Mercedes

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A novela sobre a renovação de Lewis Hamilton com a Mercedes na Fórmula 1 segue. Estamos a menos de dois meses da pré-temporada no Bahrein e a vaga segue sendo a única em aberto no grid. E o caso chama a atenção inclusive do novo CEO da F1, Stefano Domenicali, que não garante a assinatura de um novo contrato do britânico.

Hamilton, que no final do ano passado recebeu oficialmente o título de cavaleiro do império britânico pela Rainha Elizabeth II, vinha falando ao longo da temporada 2020 que não tinha pressa em resolver sua situação e que tudo poderia ficar para depois do fim da temporada. Mas após o GP de Abu Dhabi, disse esperar que tudo estivesse resolvido até o Natal.

Segundo informações de bastidores, Toto Wolff e a INEOS, donos de dois terços das ações da equipe alemã, estão dispostos a atender as demandas do piloto britânico, enquanto o CEO da Daimler, Ola Kallenius, estaria tomando uma posição mais dura. Dois pontos-chaves podem estar travando a negociação: o valor do contrato e sua duração.

A preocupação maior de Kallenius é que Hamilton teria pedido um aumento em comparação com seu contrato anterior em um momento complexo para a equipe e a montadora. No lado esportivo, a F1 terá a introdução do novo teto orçamentário, que forçou Toto Wolff a realocar funcionários para outras categorias esportivas para evitar suas demissões. Enquanto isso, a marca lançou recentemente um duro plano de reestruturação, que impactou inclusive os programas de automobilismo.

Em um impasse que vem sendo comparado com o de Senna e a McLaren em 1993, a Mercedes teria ofertado a Hamilton um contrato de apenas um ano, enquanto os anteriores foram de três. Por outro lado, Toto Wolff segue tentando colocar panos quentes no caso, reafirmando constantemente que o britânico irá renovar com a equipe.

Mas a palavra do chefe da Mercedes não conforta o novo CEO da F1. Em entrevista à Sky Sports, Domenicali comentou a situação de Hamilton.

“Conversamos no final do ano, próximo do Natal. Ele não quis me confirmar se vai renovar ou não com a Mercedes”.

Domenicali ainda analisou as possibilidades que Hamilton tem em sua frente.

“É claro que ele tem a grande oportunidade de se tornar o maior de todos, em termos numéricos. E ele tem também a oportunidade de manter um papel que vai além do plano esportivo. Estou convencido e espero, como alguém que tem um interesse nesse caso, que tudo seja resolvido rapidamente”.

“Eu acredito que Hamilton quer também seguir trabalhando em áreas fora da Fórmula 1. Você pode fazer isso sendo um ex-piloto, mas, como um piloto na ativa, é possível atingir mais pessoas”.

A preocupação de Domenicali com a situação de Hamilton condiz com uma das principais visões que ele tem de sua gestão à frente da F1. Ainda no ano passado, ele falava sobre a ideia de colocar novamente os pilotos no centro do esporte.

“O certo é reunir os estímulos e garantir que o esporte coloque novamente os pilotos no centro”, disse Domenicali em dezembro durante entrevista à Gazzetta dello Sport. “Como, por exemplo, no motociclismo, onde percebemos a diferença que o piloto faz. E, nesta frente, a F1 nunca esteve em uma forma tão boa quanto agora, com tantos pilotos jovens e fortes”.

Recentemente, Hamilton quebrou o silêncio nas redes sociais compartilhando um vídeo em que treinava na neve e dizendo que o trabalho seguia nos bastidores e que muitas coisas estavam acontecendo.

 

O caso de Hamilton vem chamando a atenção do mundo do esporte e rende críticas de ex-chefes e dirigentes do esporte. Eddie Jordan disse que, caso fosse Wolff, já teria mostrado a porta ao heptacampeão, enquanto Bernie Ecclestone afirmou que tudo isso faz parte de um show do piloto britânico.

Fonte: motorsport.com