Um vídeo que está dando o que falar nas redes sociais contém o pronunciamento do presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSDB). Na reunião realizada no plenário do Poder Legislativo com o secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo, Laerte cobrou explicações sobre o contrato para pagar R$ 187 mil por mês pelo aluguel de uma ambulância UTI móvel.
“Espero que esse decreto de calamidade pública não esteja sendo usado para fazer rolo”, disse o parlamentar. Ele explicou, ainda, que o contrato prevê o aluguel de três ambulâncias, sendo R$ 187 mil para cada uma. Por fim, Laerte Gomes disse que Fernando Máximo corre o risco de ser preso, se contratos assim se concretizarem.
O parlamentar disse que uma UTI móvel custa entre R$ 230 a R$ 240 mil, por isso é inadmissível que seja pago de aluguel R$ 187.973,31. “A empresa que supostamente teria ganhado isso aí tem capital social de R$ 15 mil. Se forem ver as fotos da sede, o (deputado) Dr. Neidson (PMN) nos repassou, é de se assustar”, prosseguiu.
Pagamentos
Os técnicos da Sesau que acompanhavam Fernando Máximo disseram que, no caso, são gastos R$ 100 mil para pagar médicos, R$ 25 mil para pagar enfermeiros e mais R$ 12,5 mil para os técnicos, isso em se tratando de cada ambulância.
Execução
Laerte Gomes disse, então, que conversou com um empresário que atende a prefeitura de Ji-Paraná com UTI móvel. O pagamento é feito por execução de trabalho. “Se for pagar como se estivesse à disposição 24 horas por dia fica muito caro. Que seja pago por quilômetro rodado”, solicitou.
Ele sugeriu o cancelamento do contrato da UTI móvel, lembrando que a prefeitura de Ji-Paraná paga R$ 5 mil por viagem até Porto Velho. “Nesse momento em que foi dada uma carta branca ao governo, os deputados precisam exercer a fiscalização”, afirmou.










