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18 de março de 2026

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Entenda a relação entre pleno emprego, inflação e juros do BC

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O Banco Central (BC) tem expressado preocupações sobre o nível de emprego e salários no Brasil e seu impacto na inflação. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC destacou as “pressões nos mercados de trabalho” como um fator para a decisão de diminuir a velocidade de redução dos juros básicos da economia. Para entender melhor essa relação, a Agência Brasil conversou com quatro professores de economia de diferentes perspectivas.

A preocupação central é que o aumento dos salários, decorrente do pleno emprego, possa gerar inflação. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, enfatizou essa preocupação, destacando que “quando as empresas não conseguem contratar, e você tem que começar a subir o salário, isso significa que você está iniciando um processo inflacionário”.

Recentemente, o BC reduziu a velocidade do corte da taxa básica de juros. Essa decisão, embora esperada, gerou críticas de alguns setores, que esperavam uma redução mais significativa. O Brasil possui atualmente a segunda maior taxa real de juros do mundo, atrás apenas da Rússia, conforme indicado pelo site MoneYou.

A taxa básica de juros, definida pelo BC, influencia as demais taxas de juros, afetando o nível de atividade econômica do país. Juros mais altos desestimulam os investimentos produtivos, que geram emprego e renda.

Curva de Phillips

A teoria econômica da curva de Phillips, criada há mais de 60 anos, estabelece uma relação inversa entre desemprego e inflação. Ou seja, quando o desemprego diminui, a inflação tende a crescer, e vice-versa. Segundo o professor César Bergo, da Universidade de Brasília (UnB), o pleno emprego pode gerar pressões inflacionárias devido ao aumento dos salários e da demanda.

Por outro lado, a professora Maria Lourdes Mollo, da UnB, questiona essa visão conservadora, destacando que o aumento da produção pode compensar as pressões inflacionárias causadas pelo crescimento da demanda.

Mercado Mundial

A professora Maria Mello de Malta, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ressalta que o Brasil está inserido em um mercado global, onde a produção mundial pode compensar a pressão inflacionária decorrente do aumento do emprego e dos salários.

Taxa Estrutural de Desemprego

Segundo o professor Mauro Sayar, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o BC tem sido prudente ao considerar a taxa estrutural de desemprego, que indica o nível de desemprego abaixo do qual ocorrem pressões inflacionárias. Ele destaca que, embora não haja consenso sobre a taxa exata no Brasil, a maioria dos economistas a estima em torno de 8%.

Essas análises destacam a complexidade das relações entre emprego, inflação e política monetária, ressaltando a importância de uma abordagem cautelosa por parte do Banco Central.

 

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