O fotógrafo e ambientalista Mário Barilá realizou um ensaio impactante no aterro sanitário de Macapá, como parte do projeto ‘Água Vida’. A iniciativa, que há mais de 10 anos busca destacar questões sociais e ambientais, utilizou a dança de bailarinos Agesandro Rego e Alana Lins em contraste com as montanhas de lixo para gerar reflexão.
A proposta era evidenciar a coexistência da vida urbana e da arte em um cenário de degradação, chamando a atenção para a urgência da causa ambiental. Uma das imagens, com urubus sobrevoando o lixão, foi descrita por Barilá como “a montanha dos pássaros gigantes”.
“Queremos chamar atenção para erradicar o lixão ou dar outro destino a esse material”, afirmou o fotógrafo, ressaltando que o objetivo não era focar no lixo em si, mas sim na beleza da arte em meio a ele. Durante a sessão de fotos, a chegada de um caminhão de lixo e a ação de catadores reforçaram a necessidade de políticas públicas para as famílias que vivem no entorno do local.

Além do ensaio, o projeto promoveu o plantio de mudas frutíferas na área, buscando gerar renda e alimentação para a comunidade local. “Eles vão produzir frutas locais e vender o excedente. O problema do lixão cabe aos governantes resolver. Nós levantamos essa bandeira”, completou Barilá.
O ‘Água Vida’ une arte e preservação ambiental, atuando em áreas degradadas como Brumadinho (MG), Ilha do Mel (PR) e Chapada dos Veadeiros (GO), com plantio de árvores nativas e conscientização sobre a importância da natureza.
Com informações do Portal Amazônia.










