Lula e Modi defendem reforma da ONU e paz em Gaza em conversa por telefone. Iniciativa ocorre em meio à proposta de Conselho da Paz de Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve, na manhã desta quinta-feira (22), uma conversa telefônica com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. A ligação, que durou aproximadamente 45 minutos, ocorreu em um momento de debates internacionais sobre a criação de um Conselho da Paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Durante a conversa, os dois líderes abordaram o cenário global e reafirmaram a importância de uma reforma abrangente das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança. O governo brasileiro informou, em nota, que Lula e Modi também reiteraram o compromisso com a paz na Faixa de Gaza e com a promoção do multilateralismo, da democracia e da paz em todo o mundo.
A conversa também incluiu discussões sobre a próxima visita de Estado do presidente Lula à Índia, agendada para fevereiro. Ambos os líderes concordaram em priorizar a cooperação em diversas áreas estratégicas, incluindo defesa, comércio, saúde, ciência e tecnologia, energia, biocombustíveis, minerais críticos e terras raras.
Lula mencionou a inauguração do novo escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em Nova Délhi, que está prevista para acontecer durante sua viagem à Índia. A expectativa é que a nova representação fortaleça os laços comerciais e de investimento entre os dois países.
A iniciativa de Lula em buscar diálogo com líderes globais, como Modi, demonstra o esforço do Brasil em fortalecer o multilateralismo e buscar soluções pacíficas para os conflitos internacionais. A defesa de uma reforma da ONU, em particular, é uma pauta constante do governo brasileiro, que acredita que o Conselho de Segurança precisa ser mais representativo e eficaz para enfrentar os desafios do século XXI.
A conversa entre Lula e Modi ocorre em um contexto de crescente tensão geopolítica, com conflitos em diversas regiões do mundo e a polarização entre as grandes potências. A busca por alternativas diplomáticas e a defesa do direito internacional são consideradas prioridades para o Brasil.
Com informações do G1










