A retomada dos protestos no Peru contra o governo da atual presidente, Dina Boluarte, deixou na segunda-feira (9) 18 mortos em um único dia devido a confrontos entre manifestantes e policiais no sul do país.
As manifestações, que começaram no início de dezembro passado contra a destituição de Pedro Castillo da presidência, após ele tentar dar um golpe de estado, já somam 46 mortos, segundo contagem da Ouvidoria. Os protestos pedem, principalmente:
Na segunda-feira, dezessete pessoas morreram em confrontos com policiais na cidade de Juliaca, em Puno, segundo a Ouvidoria. Além disso,uma recém-nascida morreu porque não pôde ser levada a um hospital já que a estrada foi bloqueada pelos protestos.
As manifestações ganharam novo fôlego na última quarta-feira, após uma trégua parcial nas férias de final de ano.
O governo culpou os manifestantes pela violência em Puno. O primeiro-ministro do país, Alberto Otárola, afirmou em mensagem televisionada que “mais de 9.000 pessoas se aproximaram do aeroporto e 2.000 dessas pessoas iniciaram um ataque total contra a polícia (…) lamento.” Outros ministros acompanharam Otárola no pronunciamento, com a notável ausência de Boluarte.
Até agora, 46 vítimas foram contabilizadas no contexto dos protestos: 39 no confronto com as forças de ordem e outras sete devido a acidentes de trânsito ou em eventos ligados a bloqueios de estradas.
Boluarte assumiu o governo depois que Castillo, que era presidente desde 2021, foi destituído pelo Congresso após tentar dissolver esse poder estatal com uma mensagem de televisão em 7 de dezembro.
A atual presidente foi vice-presidente de Castillo e foi eleita na mesma lista de seu antecessor. O Parlamento a empossou no mesmo dia da demissão de Castillo como seu sucessor constitucional.
Castillo foi preso quando estava em um veículo com sua comitiva em uma avenida no centro de Lima. Segundo o Ministério Público, ele se dirigia à embaixada mexicana para pedir asilo político. Fonte: G1










